“Rush Mirror” é, no fundo, um espelho com duas faces.
Ambas se misturam e, no fundo, tornam tudo numa manta de retalhos, onde se perde o foco e a identidade.
Hoje em dia, há uma crescente tendência ao crescimento precoce e desproporcional das novas gerações sempre mergulhados em tecnologia e imagem, abandonando os brinquedos e as brincadeiras de um tempo mais longínquo. Convencem-se, assim, que são dotados de força e de aptidões.
Enquanto uns enfrentam realidades duras, numa juventude precoce, outros percorrem vidas fúteis, num desperdiçar de toda a essência da nossa existência.
É urgente voltar a abraçar o que importa na humanidade e deixar para trás este fast food diário onde aquilo que se absorver, rapidamente desaparece e é automaticamente substituído.
Há que voltar a conhecer-nos enquanto indivíduo e não a ser uma projeção daquilo que a sociedade nos dá.
Os smartini são João Paulo Duarte, Lourenço Mendes, Patrício Ferreira e Ricardo Costa, uma geração que viveu os anos 90 com idade suficiente para os absorver na sua plenitude e que subiu ao palco sem redes sociais, sem algoritmo, sem necessidade de se tornar visível através de métricas, apenas pela música, pela urgência e pela vontade de tocar.
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🖋 Redação / press release


