Romeu Bairos apresenta “Romê das Fürnas Vol. 2: A Segunda Comunhão”

Pouco mais de um ano após “Romê das Fürnas”, Romeu Bairos apresenta o segundo volume daquela que virá a ser uma trilogia de compêndio de música tradicional e contemporânea dos Açores.

“Romê das Fürnas Vol. II: A Segunda Comunhão” debruça-se sobre os mistérios e misticismos bem como as tradições profanas e religiosas do Vale das Furnas, filtrado por uma sensibilidade contemporânea, afirmando-se como um gesto de celebração enraizado na tradição  da terra que viu Romeu Bairos nascer.

Romeu Bairos trabalha a canção como espaço de encontro entre o coletivo e o íntimo, onde a repetição e a economia melódica não são apenas traços formais, mas dispositivos que  reforçam a dimensão coletiva da canção, com cores e coros que fazem dela um gesto partilhado, quase ritual. Os Açores emergem aqui como ex-libris afetivo, lugar de beleza insistente, cantado não apenas como paisagem, mas como experiência vivida, onde ser açoriano é motivo bastante para a felicidade.

Há também um traço folclórico de vaidade assumida, quase provocatória – uma malícia leve, de quem canta a sua terra com orgulho, de peito cheio, carregando na voz tanto brilho como dor.

Mais do que um exercício de evocação, “Romê das Fürnas” é um projecto que se inscreve numa lógica de afirmação territorial que ultrapassa o mero gesto celebratório. Um mergulho nos “Açores profundos” das fajãs de São Jorge ou a escalada ao ponto mais alto de Portugal, na ilha do Pico. Mudanças de altitude, longitude e latitude que expressam a essência deste disco e o significado de ser açoriano com todas as suas intempéries. Sair, ir embora, ficando.
A viola da terra de Romeu é acompanhada pelo açoriano e braço direito, Paulo Borges, que nos alegra e embala com a ternura do seu acordeão.

O disco conta ainda com a particiação de Nuno Lucas no baixo, Ana Eduarda no violino, Manuel Pinheiro nas percussões e os coros do Grupo de Folclore da Casa do Povo de Ponta Garça. Gravado por Fred Ferreira nos estúdios SALVA entre novembro e dezembro de 2025 e com produção assinada por Romeu que, para além da voz e viola da terra, tocou cavaquinho, clarinete e percussão.

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🖋 Redação / press release

📸 Mário Roberto

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