Rita Cortezão deu o primeiro fôlego ao último dia do NOS Alive 2026

Há concertos que não precisam de conquistar um recinto à força. Preferem fazê-lo lentamente, quase sem que o público se aperceba. Foi precisamente esse o caminho escolhido por Rita Cortezão, responsável por inaugurar o terceiro e último dia do NOS Alive 2026 com uma atuação que privilegiou a proximidade em vez do impacto imediato.

Enquanto o Passeio Marítimo de Algés voltava a ganhar vida para a derradeira jornada do festival, a artista portuguesa encontrou no palco um espaço de intimidade improvável. Os primeiros curiosos aproximaram-se sem grandes expectativas, mas permaneceram à medida que as canções desenhavam um ambiente sereno, onde cada palavra parecia encontrar o seu tempo.

Rita Cortezão apresentou-se com uma tranquilidade desarmante. Não houve necessidade de grandes gestos nem de discursos longos. Bastou a forma como habitou cada música para transformar o concerto num encontro honesto entre artista e público. A voz, delicada mas segura, conduziu um alinhamento que privilegiou a emoção e a subtileza, revelando uma maturidade artística rara.

O último dia do NOS Alive 2026 começou com Rita Cortezão que fez da sensibilidade a sua maior força e mostrou que, por vezes, é no silêncio entre as notas que nascem os momentos mais memoráveis de um festival.

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🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

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