Quando as canções de amor se tornam espelhos da vida

Há artistas que escrevem canções. E há artistas que escrevem capítulos inteiros da nossa memória coletiva. Sérgio Godinho pertence, há décadas, à segunda categoria. No concerto “As Canções de Amor de Sérgio Godinho”, este domingo 15 de fevereiro no Coliseu Porto, o músico voltou a provar que o amor — nas suas formas mais luminosas, frágeis, contraditórias e humanas — é um território onde sempre soube caminhar com rara inteligência poética.

Desde o primeiro momento, percebeu‑se que não estávamos perante um concerto comum. Era um reencontro. Um regresso a canções que atravessaram gerações, que sobreviveram a modas, que se tornaram parte da forma como o país sente, ama e se reconhece.

O concerto foi uma viagem pelas múltiplas geografias do amor desde o amor que começa até ao amor que se ri de si próprio, e onde Sérgio Godinho mostrou que o amor — nas suas formas imperfeitas e belas — continua a ser matéria viva para quem sabe olhar o mundo com poesia.

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🖋 Redação

📸 Sérgio Pereira

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