A Associação Porta-Jazz, em parceria com a Câmara Municipal do Porto, apresenta a 16.ª edição do ciclo Porta-Jazz ao Relento. De 9 a 12 de julho, às 22h00, os Jardins do Palácio de Cristal (junto ao Lago dos Cavalinhos) transformam-se num palco ao ar livre para quatro noites de concertos de entrada gratuita. O programa deste ano celebra a vitalidade da cena jazzística portuense com a apresentação de quatro dos mais recentes lançamentos do Carimbo Porta-Jazz: Demian Cabaud, José Vale, João Próspero e Vera Morais
A abertura do ciclo, no dia 9 de julho, estará a cargo do contrabaixista Demian Cabaud, que apresenta “Árbol adentro”. Um projeto artisticamente ambicioso que desafia os músicos a moverem-se além das fronteiras convencionais do jazz, cruzando influências que vão do folclore argentino à música de câmara. Em palco, Demian Cabaud faz-se acompanhar por João Pedro Brandão (sax alto), José Pedro Coelho (sax tenor), Ricardo Moreira (piano) e Marcos Cavaleiro (bateria).
No dia seguinte, 10 de julho, o trio do guitarrista José Vale – completado por Gil Silva (saxofone) e Gonçalo Ribeiro (bateria) – leva a palco o seu álbum de estreia, “Summer School”. Inspirado no histórico trio de Paul Motian com Bill Frisell, o projeto mergulha nas raízes do jazz experimental através de melodias angulares e silêncios carregados de tensão. Usando partituras gráficas, o trio funde as suas composições numa única e contínua improvisação em formato de concerto, cruzando o legado de nomes como Thelonious Monk ou Ornette Coleman com uma abordagem contemporânea.
A 11 de julho, o contrabaixista João Próspero sobe ao palco em quarteto para apresentar o disco “Sopros”. Ao lado do pianista galego Abe Rábade, Joaquim Festas (guitarra) e Gonçalo Ribeiro (bateria), o músico propõe uma viagem sonora profundamente narrativa e melódica, inspirada no universo literário do escritor japonês Haruki Murakami.
A fechar esta 16.ª edição, a 12 de julho, a cantora e compositora Vera Morais apresenta “Eupnea”, um ensemble híbrido que junta vozes e flautas. Este quinteto europeu – composto por Vera Morais, Līva Dumpe e Sarah van Eijk nas vozes, e Teresa Costa e Ketija Ringa-Karahona nas flautas e piccolos – explora as afinidades tímbricas e o simbolismo histórico entre os dois instrumentos.
O resultado é uma música de câmara imersiva, despretensiosa e de profunda interdependência sónica
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🖋 Redação / press release
📸 Miguel Estima


