Quantas vezes nos perdemos de nós mesmos e nos encontramos em lugares da mente onde não conseguimos sair? A mente é a nossa casa invisível onde vagueamos, nos perdemos e nos prendemos. Mas não só essa é uma das nossas maiores prisões, como também a nossa própria residência física. Em tempos de guerra invisível, como aquela que passámos e passamos ficar presos em casa foi uma nova realidade que descobrimos e com a qual tivemos de aprender a lidar.
Seja em que casa for, a liberdade é algo que damos sempre como garantido e, ultimamente, começamos a perceber que, afinal, não é bem assim.
“Stuck in My House” é a personificação do isolamento e da incapacidade de usarmos a nossa liberdade na sua plenitude. Acompanha-a um ritmo quente e sensual de uma guitarra que sussurra ao ouvido e o groove do rock’n’roll que nunca que nos deixa sozinhos.
Peter Suede é Pedro Baptista. Nascido no berço do rock’n’roll, em Coimbra, a música fez desde cedo parte da sua vida. Aos 5 anos, deu início aos estudos em piano e participou em vários concursos a nível nacional e a nível internacional. Amante inquieto de música e de todo o seu mundo, no início da pandemia começou a gravar “Snake Skin”, o seu primeiro disco a solo, que o levou a perceber que todo o processo de gravação era um mundo fantástico tendo o sonho pelos palcos e a sede de rock começado a crescer.
Em 2021, Pedro Baptista juntou-se aos Broken Time Machine e a experiência de palco, já adquirida ao piano, ajudou-o a crescer e a perceber que o palco é o lugar ideal para os artistas criarem a sua própria personagem.
“Snake Skin” será lançado ainda neste primeiro semestre com o selo da Lux Records.
Photo: Simão Lopes


