Pedro da Linha mostra-nos o milagre transformador que a música pode carregar em “Música Menor mas Feliz”. Falamos da transformação da tristeza em alegria, num arco de superação em que, sem esquecer que o mundo nem sempre é um lugar bonito, a felicidade se assume, muitas vezes, como uma arma de combate e de resistência. Sobretudo quando a música puxa o corpo para o seu lado, quando lhe dá corda num convite para baixar as defesas e para se entregar por completo àquilo que, num certo sentido, é a única coisa que realmente existe: o agora.
E se há coisa que vibra além das colunas e dos auscultadores e nos invade com uma certeza é a de “Música Menor mas Feliz” nos inundar com essa sensação de que é feita para o agora. Para o presente, enquanto tempo histórico em que vivemos; mas também para nos fazer presentes, libertando-nos de outras distracções e exigindo a nossa libertação total.
“Música Menor mas Feliz” ganha corpo e forma através da convicção pessoal de Pedro da Linha de que, dentro da tristeza, é também possível dançar e estar feliz. De que a tristeza não é uma prisão, nem tão-pouco limitativa ou infértil. Mesmo que os acordes e as escalas sejam menores, é sempre o que fazemos com eles que determina a sua verdadeira natureza.
Testados ao vivo em concertos ou em DJ sets, e depois ajustados e ajeitados às reacções que foram produzindo, os temas de “Música Menor mas Feliz” colocam-nos perante a clara sensação de que estes “pedaços de tristeza”, como Pedro da Linha lhes chama, se convertem noutra coisa na presença de outros. Este é um álbum em que se celebra essa transformação e essa capacidade de sermos resgatados pelo colectivo.
E este é Pedro da Linha a ganhar foco em 12 canções para as quais nos convida. Tenhamos nós a coragem de, percebendo a precariedade do mundo, celebrar o facto de estarmos vivos agora.
“Música Menor mas Feliz” já gerou vários singles além do mais recente “Alma”: “Para Quê” com Lucy Val, “Dos Olhos Teus” com ela li e “Força”.
Na apresentação ao vivo de “Música Menor mas Feliz”, Pedro da Linha atua em formato live e faz-se acompanhar pelos músicos Pedro Ferreira no baixo e guitarra elétrica e Zé Cruz na viola, pandeiro, percussão e trompete.
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🖋 Redação / press release


