Paulo Flores com Bonga e Lura na 1ª parte no Festival Jardins do Marquês, Oeiras Valley

Depois de uma primeira edição de grande sucesso, o Festival Jardins do Marquês – Oeiras Valley está de regresso em 2022.

 

Depois das confirmações de Seu Jorge e Daniel Jobim Cantam Tom Jobim (com a primeira parte de Rua das Pretas), Marisa Monte, Gregory Porter e The Beach Boys, é a vez de anunciar uma proposta que combina com uma noite de verão. Paulo Flores traz o calor dos países de língua oficial portuguesa, com a preciosa participação de Bonga e uma primeira parte a cargo de Lura.

Autor, compositor e intérprete, há mais de vinte anos que Paulo Flores tem vindo a construir uma obra notável. O artista soube inventar novos géneros musicais: por exemplo esta kizomba, a música de festa dos bairros, com o seu revestimento eletrónico que suporta uma mistura de zouk e música tradicional africana. Desde a década de 2000 que Flores se reapropriou dos ritmos do semba de outrora, mesclando letras em português ao kimbundo falado nos bairros pobres. Mais à frente, revisitou os clássicos da música angolana dos anos 60 e 70, com percussões tradicionais (puita, dizanga, mukindo…) A sua discografia inclui títulos tão relevantes como “Kapuete Kamundanda”, “Sassassa”, “Coração Farrapo”, “Thunda Mu N’jilla”, “Brincadeira tem Hora”, “Inocenti”, “Canta meu Semba”, “Perto do Fim”, “Recompasso”, “Quintal do Semba”, “Xé Povo” e “Bolo de Aniversário”

 

Maria de Lurdes Assunção Pina, que viria a adotar o nome artístico de Lura, nasceu na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. Filha de pais cabo-verdianos, foi a primeira de quatro irmãos e acabou por ser a única artista da família, detentora de uma alma impregnada de duas culturas bem presentes na sua vida, nas suas melodias e no seu percurso artístico: a portuguesa e a cabo-verdiana. Quando tinha 21 anos, um produtor português ajudou-a a gravar o seu primeiro álbum, um disco de dança direcionado à sua geração.

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