É sob o mote do 20º aniversário que o NEOPOP Festival regressa a Viana do Castelo, entre os dias 6 e 8 de agosto, para celebrar duas décadas de história e inovação na música eletrónica. No alinhamento dos 20 anos de NEOPOP, artistas consagrados e emergentes juntam-se numa experiência onde música e arte visual se entrelaçam.
Como adianta Gustavo Pereira, da organização: “O NEOPOP apresenta-se este ano como ANTIPOP. Mais do que um “slogan” disruptivo ou um truque de marketing disfarçado de nostalgia, quisemos, nesta que é a nossa maior e mais importante edição de sempre, golpear o status quo que se vive a todos os níveis, e ao qual o nosso setor não está imune. Nesse sentido, desenvolvemos uma edição que promove a proximidade como antídoto. Uma edição com uma curadoria artística que honra os génios do passado e simultaneamente abre as portas à nova geração de artistas emergentes, com uma presença recorde de talento nacional.”
O Forte de Santiago da Barra prepara-se para receber o pilar do techno mundial Ben Klock num back-to-back com o veterano de Berlim Rødhåd; a mistura de visões do italiano Joseph Capriati com a do inglês Luke Slater, numa prova de gerações; o irrefutável e gigante Jeff Mills, cujo legado na música eletrónica já dispensa apresentações. Foi ainda revelada pela organização a presença da dupla Ben Sims e Chris Liebing, FJAAK com KiNK, o regresso dos Octave One, do canadiano Mathew Jonson, Ellen Allien, SALOME, Ivan Smagghe, Enrica Falqui, Jiggy e The Advent, Goldie e o duo Frank Maurel e Josh Wink.
A mancha de primeiros nomes do ANTIPOP – 20 Anos do NEOPOP Festival, conta ainda com uma das participações mais sonantes nos line ups dos principais festivais mundiais, Dax J; Daria Kolosova e KOLO55, também conhecido como Paul Ritch, que regressam depois de passagens inesquecíveis pelo Anti Stage, no ano passado. A isto somam-se mais combinações inesperadas, desde BIIA com Patrick Mason, que prometem um ato de rebeldia e de quebra de barreiras; à junção de dois génios fulminantes da mistura em viníl, falámos aqui em Adiel e Quest; e as icónicas Helena Hauff e IMOGEN, e ainda a estreia em Viana da DJ Gigola, que preza a invenção na pista.
Na conferência de imprensa de 27 de abril, para além do habitual lançamento da lista completa de nomes que compõem o cartaz desta edição do NEOPOP, os organizadores revelaram o novo nome a adotar: ANTIPOP. A esta alteração, juntou-se o anúncio da transformação do palco principal e a estreia de um novo palco, o Back Stage: uma re-imaginação irónica de um conceito que o festival rejeita de forma clara. E não foi só ao conceito de VIP a que o ANTIPOP virou costas — não passará despercebido a ninguém o facto do vídeo da campanha estar despido dos habituais destaques – este ano, e em sentido contrário à inflação dos cartazes, todos os artistas, dos mais conhecidos aos mais obscuros, surgem em plano de igualdade em simples ordem alfabética, em mais um desafio ao status quo da música eletrónica.
O lançamento dia 27 acrescentou à lista de artistas anunciados figuras como Nina Kraviz, Indira Paganotto e a dupla Supermayer composta por Superpitcher e Michael Mayer, que tomam o festival de assalto logo no dia 6. Já Richie Hawtin, veteraníssimo do Forte de Santiago da Barra, regressa ao festival dia 7 com o espetáculo ao vivo DEX EFX X0X, uma experiência totalmente imersiva que junta sets de 1995 a 2005.
O segundo dia contará também com Dubfire e Enrico Sangiuliano: dois artistas com referências, backgrounds e estilos totalmente diferentes, mas que comandam legiões de seguidores devotos, frutos das fortíssimas identidades que traçaram ao longo dos anos. No dia 8 chega do Bronx a dupla The Martinez Brothers, residentes habituais das noites de Ibiza e titãs assumidos da house music no circuito de grandes DJs. Na mesma noite o espanhol Paco Osuna acrescenta o seu cunho pessoal às celebrações, uma inevitabilidade sem a qual esta não faria sentido.
Nas novidades do ANTIPOP destacam-se ainda Héctor Oaks em colaboração com Partiboi69, dois nomes que têm tanto de irreverente como de cativante, cujos sets prometem ser sempre uma caixa de surpresas. Estreantes nesta edição, Alarico e Yanamaste, representam uma nova vaga de artistas na vanguarda do techno mundial, a eles junta-se Chlär, um dos grandes fenómenos do panorama actual da música eletrónica. No novo Back Stage há também a curadoria da XXII Beats da artista lusa NOIA na noite de 7 de Agosto, uma programação composta inteiramente por mulheres, incluindo a pioneira do drum & bass DJ Storm
Entre os nomes nacionais, destacam se vários heróis do panorama nacional, de Rui Vargas a Serginho e Nuno di Rosso, Nuno Forte, Tilinhos, Violet, Alex Fernandes, Lynce e Ana Pacheco, ao barcelense Lewis Fautzi em formato live, cujo nome já é indissociável do ANTIPOP.
No rescaldo do aniversário, o público poderá interagir, durante o festival, com uma exposição temática que celebra os vários marcos destes 20 anos de NEOPOP.
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🖋 Redação / press release
📸 Ana Coutinho


