O Misty Fest está de volta em 2025 para a sua 16.ª edição, afirmando-se como um dos festivais mais elegantes e singulares do panorama musical português. Com um alinhamento artístico de excelência, o Misty continua a ser uma referência incontornável para os amantes da música que valorizam experiências únicas, intimistas e emocionalmente envolventes.
Entre os primeiros nomes confirmados destaca-se Joep Beving, pianista e compositor holandês, que regressa a Portugal para celebrar os 10 anos do seu aclamado álbum de estreia “Solipsism”. Em digressão europeia, Beving fará uma paragem obrigatória no festival, onde apresentará o disco na íntegra, a solo ao piano, num espectáculo que promete uma atmosfera imersiva e profundamente emocional.
Também confirmado está Makaya McCraven, músico americano considerado uma das vozes mais inovadoras do jazz contemporâneo. Baterista, compositor e produtor, McCraven funde jazz, hip-hop e folk global numa linguagem sonora ousada e sofisticada. Com obras emblemáticas como “In the Moment e In These Times”, é hoje um nome maior da cena internacional. Em palco, cria paisagens sonoras dinâmicas e hipnóticas, desafiando as fronteiras entre géneros e provando que o jazz está mais vivo do que nunca.
Espaço ainda para acolher Gustavo Santaolalla, o famoso compositor argentino que vem celebrar os 25 anos do álbum “Ronroco”, agora editado em versão remasterizada. Lançado em 1998, o disco impulsionou colaborações com cineastas como Iñárritu e Walter Salles. Vencedor de dois Óscares, Grammys e um Globo de Ouro, Santaolalla também trabalhou na famosa série The Last of Us. Apresenta um concerto único que inicia a sua nova digressão, revisitando “Ronroco” e outras obras marcantes da carreira.
Do universo ibérico chega-nos Moisés P. Sánchez, artista reconhecido internacionalmente pela sua capacidade de fusão entre jazz, electrónica, música clássica e rock sinfónico. No Misty Fest revela-nos “Hidden Places”, um espectáculo que convida o público a uma viagem sonora inovadora e surpreendente, abrilhantada por novas composições e revisitações da sua vasta discografia.
Outra estreia a não perder é a da suíça Yumi Ito, cantora e pianista de ascendência polaco-japonesa, cuja voz transcende géneros e fronteiras. Em formato trio, Ito apresenta o seu mais recente trabalho “Ysla”, explorando temas como a solidão e o renascimento com intensidade lírica e uma impressionante capacidade de improvisação.
Directamente da Alemanha, chegam os Grandbrothers. A dupla de Düsseldorf, formada por Erol Sarp e Lukas Vogel, e reconhecida pela fusão de piano acústico com manipulação electrónica, traz a Portugal um novo álbum e uma experiência hipnótica que cruza a composição clássica com as vanguardas sonora e visual.
Federico Albanese estreia-se no Misty com as canções de “Blackbirds and the Sun of October”, inspiradas pela paisagem outonal da sua terra natal no norte de Itália. Marcado pelo regresso às raízes e à memória, o mais recente disco do pianista, compositor e produtor italiano toma a dianteira de um concerto luminoso e contemplativo.
O Brasil estará representado pelo Salomão Soares Trio, com o espectáculo “Espirais”, onde a brasilidade se funde com a liberdade criativa do jazz contemporâneo. Acompanhado por Paulinho Vicente e Felipe Brisola, Soares promete um concerto vibrante, emotivo e repleto de surpresas.
Da selecção nacional, a multipremiada fadista LINA_ vem confirmar todo o seu talento ao lado do compositor e pianista espanhol Marco Mezquida, na apresentação do longa-duração “O Fado”, a lançar este ano pelo duo. Um diálogo entre uma voz deslumbrante e a simplicidade e vulnerabilidade das teclas traduzido num espectáculo memorável.
A representação portuguesa será também assegurada com grande distinção pelos Danças Ocultas, que celebram 36 anos de carreira com o novo álbum “Inspirar”. Num regresso às origens e à essência, o quarteto português oferece um concerto intenso e comovente, onde o acordeão diatónico assume o protagonismo de uma música que respira, pulsa e emociona.
Já os guitarristas e compositores José Peixoto e Nuno Cintrão prestam homenagem ao legado imortal da obra de Carlos Paredes, no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento. Em palco, os dois músicos propõem-se a explorar e reinventar o universo sonoro do mestre da guitarra portuguesa à luz do presente, mas preservando a sua alma.
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Gustavo Santaolalla
10 novembro – Lisboa – Aula Magna
Salomão Soares Trio
10 e 11 novembro – Lisboa – São Luiz Teatro Municipal (Sala Mário Viegas)
Moisés P. Sánchez
11 novembro – Porto – Casa da Música (Sala 2)
12 novembro – Lisboa – São Luiz Teatro Municipal (Sala Mário Viegas)
Makaya McCraven
12 novembro – Lisboa – São Luiz Teatro Municipal (Sala Luis Miguel Cintra)
Yumi Ito
14 novembro – Espinho – Auditório de Espinho (Academia)
15 novembro – Lisboa – São Luiz Teatro Municipal (Sala Bernardo Sassetti)
LINA_ & Marco Mezquida
14 novembro – Porto – Casa da Música (Sala 2)
22 novembro – Lisboa – Centro Cultural de Belém (Sala Luís de Freitas Branco)
Danças Ocultas
14 novembro – Lisboa – São Luiz Teatro Municipal (Sala Luis Miguel Cintra)
15 novembro – Porto – Casa da Música (Sala 2)
José Peixoto & Nuno Cintrão – Visita a Carlos Paredes
14 novembro – Lisboa – São Luiz Teatro Municipal (Sala Bernardo Sassetti)
1 dezembro – Porto – Casa da Música (Sala 2)
Joep Beving
15 novembro – Porto – Casa da Música (Sala Suggia)
16 novembro – Lisboa – São Luiz Teatro Municipal (Sala Luis Miguel Cintra)
Federico Albanese
23 novembro – Lisboa – Centro Cultural de Belém (Sala Luís de Freitas Branco)
Grandbrothers
29 novembro – Lisboa – LAV
30 novembro – Porto – Casa da Música (Sala 2)
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