É um desfecho natural.
Desde a primeira edição, em 2017, o MIL foi sempre mais do que um festival. Nasceu como uma plataforma para a internacionalização da música contemporânea em português, mas rapidamente começou a expandir-se — nas conversas, nas oficinas, nos temas.
Da política cultural à economia noturna, da tecnologia às formas de participação coletiva, o programa foi acompanhando as transformações do presente. E foi crescendo com elas.
“Chegámos a um ponto em que já não cabia tudo no mesmo formato.
“Era difícil explicar e dar o devido destaque a tudo o que acontecia no MIL. O projeto foi crescendo muito e — de uma maneira orgânica — começou a refletir sobre outros temas, além da música”, explica Gonçalo Riscado, cofundador e diretor da CTL e da conferência.
“Havia debates e oradores muito interessantes, que acabavam por ficar esquecidos, porque os concertos acabavam sempre por se destacar”, reconhece. “Decidimos, por isso, emancipar esta vertente, mais focada nas conferências e na reflexão sobre o presente. Dar-lhe um momento próprio.”
Durante três dias, o programa reúne mais de duas dezenas de atividades — entre conversas, debates, workshops, sessões híbridas e keynotes — com vozes de diferentes áreas e contextos.
“Porque a cultura não é neutra”, como lembra Marta Gamito, programadora do MIL Cultura e Política.
Nos dois primeiros dias, o foco estará na análise crítica do presente: políticas culturais, modelos de financiamento, desigualdades, apropriação e esvaziamento da linguagem, e o impacto das plataformas digitais e da inteligência artificial.
No terceiro dia, o foco passa da conversa à criação, com filmes, performances, concertos, exposições e outras peças em diálogo com os debates dos dias anteriores.
De 21 a 23 de maio, o MIL Cultura e Política.
De 7 a 10 de outubro, o Festival MIL.
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🖋 Redação / press release


