O Clubbing está de volta à Casa da Música

A celebração do 20.º aniversário da Casa da Música não poderia dispensar o regresso do evento mais icónico da sua história no que toca às estéticas urbanas da contemporaneidade.

É caso para dizer, tomando de empréstimo o título de uma canção de Sérgio Godinho, “espalhem a notícia: o Clubbing está de volta!”, dia 30 de abril.

A noite tem início no palco do Café com a luso-angolana Carla Prata e a sua fusão de r&b, música africana e trap.

JP Simões desfia um rosário de canções suas escolhidas a dedo, como paragens de um itinerário que corporiza uma oportuna retrospetiva de carreira, 30 anos após ter-se estreado, com os Pop Dell’Arte.

Nos Bares 1 e 2, é Selecta Alice quem põe os pratos de vinil a rodar, levando o público a viajar por um verdadeiro caleidoscópio de culturas, da cúmbia colombiana aos sons místicos e contemplativos da música sufi, entre mil e um ritmos do mundo.

A Cibermúsica entra em cena com a proposta eletroacústica espacial e imersiva da compositora, vocalista e pesquisadora Ece Canli, criadora de um universo músico-filosófico-literário-cinematográfico pontuado por técnicas vocais estendidas, texturas dinâmicas e linhas de baixo pulsantes.

A Digitópia traz ao Clubbing uma experiência sonora única, onde tecnologia e criação musical se fundem numa performance digital inclusiva e inovadora.

Artista de ascendências sonoras comuns às de Carla Prata, a produtora e rapper Cíntia sucede-lhe no palco do Café engatando uma nova mudança para dinâmicas mais intensas e dançáveis.

Trio portuense ligado à tomada do punk, os Conferência Inferno combinam essa energia com a da new wave, vertida em eletrónica, pop, noise e psicadelismo na sala 2.

O projeto Desengaiola reúne quatro dos maiores cantores de samba e pagode da zona sul do Rio de Janeiro, já nomeados para um Grammy Latino: Alfredo Del-Penho, João Cavalcanti, Moyseis Marques e Pedro Miranda apresenta-se depois de JP Simões na Sala Suggia.

Os Solar Corona Elektrishe Maschine fazem ouvir na Cibermúsica o seu rock multiforme, assente em instrumentos eletrónicos, digitais e analógicos, conciliando repetição e imprevisibilidade

Artista, dj e performer nascido em S. Paulo, Allian vem agitando as raves queer do Porto com um tecido sonoro feito de filamentos como pop, hyper-pop, música brasileira e rajadas de consciência social.

Veterano globetrotter das pistas de dança, Daniel Wang chega de Berlim com a sua fusão enérgica e infalível de disco, soul e house para ocupar o restaurante da Casa da Música.

O núcleo bombástico da noite concentra-se na Sala 2, onde as hostilidades são abertas por Àkila, mais conhecida como Puta da Silva, artista multifacetada e ativista transgénero goiana residente em Lisboa, que apresenta o seu novo trabalho, um condensado de punk, rock, funk brasileiro e ritmos africanos dentro do qual se destaca uma versão explosiva de “Os Vampiros”, de Zeca Afonso

Um dos mais respeitados djs do país, Gusta-vo percorre, nos seus sets, uma vasta gama de techno e house de vanguarda encerra a noite no restaurante da Casa da Música

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? Redação / press release

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