Existe uma incrível sensação de liberdade nos concertos de Jessie Ware. Uma sensação de libertação e de alegria contida que se vai libertando ao longo do concerto, culminando com a sensibilidade moderna de “Free yourself” que celebra a alegria de sermos nós mesmos, sem mascaras.
São sobretudo essas sensibilidades modernas que tornam a música e os concertos de Jessie tão memoráveis que nos leva a questionar…. “What’s Your Pleasure?”
Em palco, somos transportados para o “The Pearl”, o suposto e inebriante club noturno onde deixamos de lado a ansiedade, o síndrome de impostor e toda aquela preocupação e sensação de que não somos bons o suficiente.
Entre canções de prazer e luxuria, o alinhamento recua até tempos idos de Jessie mas descola para o futuro ao som de temas como “Pearls”, onde a diva da pista de dança regressa ao lugar a que ela pertence, ou “Begin Again” onde se canalizam as energias detrás de “What’s Your Pleasure?”.
“Freak Me Now” e “Beautiful People” completam o lote de libertação junto do público, que não se inibe de replicar o que assiste em palco, e que abandona como já referido, o síndrome de impostor.
Jessie abandonou as suas próprias inibições, ansiedades e expectativas colocadas sobre si mesma, abandonando de forma permanente a postura amorfa em palco dos seus primeiros discos. Jessie não é apenas uma pessoa em total controlo, mas alguém em pico de forma e de forma ascendente como ficou comprovado no concerto ao fechar a noite do primeiro dia do NOS Alive 2024.
? Sandra Pinho
? Paulo Homem de Melo


