Nuno Côrte-Real – músico, compositor e diretor musical – lança o disco “Tremor” no 6 de novembro, álbum que será apresentado ao vivo, num concerto no dia 18 de novembro, no Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa.
Um convite para uma viagem no tempo a partir da Lisboa contemporânea, através do imaginário do terramoto de 1755, por meio da poesia de Pedro Mexia.
Após o último trabalho em conjunto com Pedro Mexia com a ópera “A Canção do Bandido”, em 2018, Nuno Côrte-Real volta a colaborar com o poeta no projeto “Tremor”. O músico e compositor, que nas suas recentes produções tem evidenciado interesse pelos géneros vocais e a cultura portuguesa, tem apresentado partituras inspiradas na literatura portuguesa e colaborado com escritores portugueses.
A composição “Tremor” interliga várias tradições que permitem a Nuno Côrte-Real explorar registos que oscilam entre o erudito e o popular. Esta versatilidade é evidenciada pelo quarteto vocal – composto por Ariana Russo, Rita Tavares, Frederico Projecto, Rui Bôrras – que passando de um registo coral para um registo de harmonias vocais de fundo, lhe conferem uma sonoridade que varia entre o pop, o lírico e o operático. Também o recurso a instrumentos como o sintetizador, o set de bateria e a guitarra portuguesa acompanham essa sonoridade.
Nuno Côrte-Real conta com uma carreira com mais de vinte anos. O seu percurso caracteriza-se por um registo lírico melódico, com uma escrita rítmica, com gosto pelo contraste e pelos efeitos teatrais que o aproximam do espírito neoclássico. Neste ciclo de canções a ambiguidade entre o clássico e o pop convidam o público a sentir os abalos e tremores que estão constantemente à espreita e pelos quais ultrapassam no quotidiano.
Composto por 12 canções, intercaladas por 3 peças de autoria de outros compositores, Tremor apresenta ao público um exercício abstrato que tem como ponto de partida palavras e imagens, muitas delas extraídas de documentos históricos – descrições da cidade de Lisboa e da devastação causada pelo terramoto seguido de um marmoto e de incêndios – e que pretende, numa lógica de continuum, remeter para outras experiências humanas.


