Depois de em 2018 ter levantado Uma Noite no Futuro no Teatro Carlos Alberto, Nuno Carinhas regressa agora a Krapp, a Samuel Beckett e ao Teatro Nacional São João com A Última Gravação de Krapp.
O anterior diretor artístico do TNSJ regressa também àquela que é, nas suas palavras, “provavelmente a peça mais nostálgica, melancólica e lírica de Samuel Beckett”, e para a qual assinou não só a encenação, como também a cenografia e o figurino.
O espetáculo estreia a 13 de abril no Teatro Carlos Alberto.
Monodrama em um ato de Samuel Beckett, A Última Gravação de Krapp foi produzido em 1958 e publicado em 1959. Sozinho em palco, Krapp senta-se a uma mesa desordenada e ouve gravações que fez décadas antes, quando estava no auge da vida. Para a personagem interpretada por João Cardoso, a voz no diário gravado é a de um estranho ingénuo e tolo. Embora comente violentamente sobre a esperança e o idealismo do jovem Krapp, ele é atraído pela voz gravada do seu eu mais jovem e esperançoso.
A Última Gravação de Krapp é uma coprodução do Teatro Nacional São João com o Centro Cultural de Belém. O monólogo está em cena no Teatro Carlos Alberto entre os dias 13 e 23 de abril, às quartas-feiras, quintas-feiras e sábados, às 19h00, sextas-feiras, às 21h00, e domingos, às 16h00.


