Já esta disponível desde sexta feira, 9 de Abril, em todas as plataformas digitais e em formato k7, “Cura”, o segundo disco de originais do violinista Samuel Martins Coelho. O registo será apresentado, ao vivo, num concerto a ter lugar no CCOP, no Porto, próximo dia 12 de maio.
Candura, controlo e gentileza são características do segundo álbum a solo de Samuel Martins Coelho, “Cura”. Descrevem também a reunião simbiótica que conduz entre jazz, clássica/contemporânea e folk/country. Os títulos das canções elucidam sobre a reconciliação com a vida em tempos de pandemia – “Cura”, “Respirar”, “Vento”, “Pele”, ou “Terra” – e o que se ouve nelas sente-se como a tensão e a incerteza de um músico que quer sair e crescer.
A carreira de Samuel passou – até ao momento – por diversos projectos e participações, seja como músico ou compositor, em 2019 acusou a vontade de criar em nome próprio e editar um álbum a solo – “Partita Para Violino Solo” – com o instrumento que o levou a isto tudo, o violino. Dois anos depois, “Cura”, a estreia na Lovers & Lollypops, é sinónimo de crescer e conforto, seja com o lado material, o violino e a guitarra que o acompanha, seja com aquele que se pode considerar mais espiritual, o da criação e da autorrealização enquanto compositor.
A cura não tem de ser um processo pesado. Os traços de procura – confusão? – que surgem desenhados em alguns temas, como “Vento”, soam como diálogos de Samuel Martins Coelho com o ouvinte e não procuras internas. Como se os becos que a pandemia colocou na cabeça de todos nós saíssem cá para fora para comunicar uns com os outros. O som comunica uma planície de desconforto e ansiedade mas, às tantas, deixa de ser só sobre o músico, quem executa, e passa a ser sobre nós, deste lado. E, no fim, sobre todos.


