NOS Primavera Sound… O ‘catchy’ melancolico dos Cigarettes After Sex

Sem desiludir… o palco Cupra recebeu ao final da noite o ‘catchy’ sonoro melancolico dos Cigarettes After Sex

Quem sabe do que falo não fica desiludido, permanece sentado ou em pé, no topo da colina,   em frente ao palco,  aguardando o início. De um lado avista-se o mar e a anémona em matosinhos, do outro a corrente de pessoas que correm para o palco principal.

Eu não, aguardo pelos Cigarettes sentada na minha toalha amarela aos quadrados. Nada de grandes emoções quando inicia o concerto, não há necessidade porque quem lá está já está sereno. Seguiremos com o alinhamento habitual com algumas novidades lançadas em 2020.

Nada de grandes surpresas… “You’re All I Want”, “Crush”, “Cry”, “Affection”, “Falling in Love”, “Nothing’s Gonna Hurt You Baby”, “Keep On Loving You” (uma cover de REO Speedwagon), “Opera House”, “Sweet”, “Sunsetz”, “K”, “Touch”, “Heavenly”, “Apocalypse”, “Dreaming of You”

 

“You’re All I Want” the special one para alguns, narra a paixão de um novo amor. Esta canção é uma continuação de onde “Cry” parou, mas com um vigor recente. Continuando a expressar canções de amor com intensidade e compaixão inigualáveis, “You’re All I Want” cria como que um agradável escape que nos envolve a todos.

 

Deixando o som e falando da imagem. Sim a imagem dos Cigarettes é a preto e branco e cinza e porque não? Tudo está em  sintonia, tudo se encaixa.

 

Fechas os olhos e continuas a ouvir, deixas-te levar e embarcas em mais uma viagem com os cigarettes, são como que um bálsamo para a tua alma, uma sessão de relaxamento ao ar livre e com o cheiro a mar que só no Primavera é possível. A voz suave permanece ao longo de todo o concerto e cada música encaixa-se uma a seguir à outra, como a tua playlist do telemóvel.

 

Nunca me canso de ouvir esta voz apaixonante, melodiosa e calmante. No meio de tantos concertos cheios de energia e efeitos especiais e de imagem. Aqui não há efeitos  especiais, nem fireworks,  há a voz, o som dos instrumentos que constroem a melodia, pouca luz, a lua a brilhar no écrã e nós a assistir, mais nada.

Reportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo

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