Pode uma pista de dança mudar o mundo? Luís Clara Gomes acredita que sim e a análise “da pista de dança como elemento capaz de mudar sociedades” é uma questão que lhe interessa bastante.
Depois de um ano em que as relações passaram, na sua maioria, a um plano digital, Moullinex junta ciência e arte para criar empatia entre desconhecidos, nunca deixando de sentir a gravidade que lhe puxa os pés para a Terra e permite o convite à dança nos seus mais variados movimentos e formas. Como diz, “apesar de vivermos numa sociedade cada vez mais digitalizada, ainda precisamos muito de coisas como a presença de seres humanos juntos na mesma sala e a situação de pandemia ainda reforçou mais, para mim, esta ideia de proximidade. Muito difícil de quantificar e de analisar, mas fácil de sentir, se calhar, “empatia” é o termo mais adequado, do ponto de vista humano, para identificar essa proximidade”.
Podem a ciência e a arte criar empatia? E o que significa ser empático? Foi o que Moullinex partiu à descoberta para o seu quarto álbum. “Requiem For Empathy” parte desta declaração de interesse de Luís Clara Gomes para criar, à sua volta, um laboratório inteiro de experimentação que agora se traduz em concerto, onde, em palco, vamos poder ver o que foi o resultado desta residência artística, que reuniu músicos, artistas e neurocientistas que tentaram ilustrar através da música, um contágio emocional entre pessoas e a arte.
O concerto de apresentação de “Requiem For Empathy”, realiza-se em Lisboa, no Grande Auditório da Culturgest, no dia 4 e 5 de junho. Será o concerto que marca o início da tour de apresentação do novo disco, que tem início em Lisboa, seguindo-se o Porto (Casa da Música, no dia 9 de junho) e outras cidades.


