Misty Fest anuncia secção contemporary jazz nights com 5 novos nomes no cartaz

A 17ª edição do Misty Fest vai apresentar a secção Contemporary Jazz Nights, dedicada às linguagens mais inovadoras e versáteis do jazz, na atualidade. Distribuído por quatro das mais prestigiadas salas nacionais — Mouco, Casa da Música, São Luiz Teatro Municipal e Centro Cultural de Belém — este programa reforça o compromisso do festival com a diversidade estética e a descoberta de novos territórios musicais, contando com concertos de Laura Misch, Svaneborg Kardyb, Vega Trails, Mammal Hands e Anne Paceo.

Laura Misch é uma saxofonista, cantora e artista multidisciplinar que entrelaça as suas três vozes principais — saxofone, canto e síntese — numa música inovadora e difícil de catalogar. Expandindo a sua paleta electroacústica e inspirando-se numa linhagem de mulheres pioneiras da música eletrónica, tem desenvolvido espetáculos centrados nos sons da natureza que convidam a uma escuta profunda e à contemplação.

Vencedores de dois Danish Music Awards Jazz 2019 (Artista Revelação do Ano e Compositor do Ano), os Svaneborg Kardyb continuam a aperfeiçoar o seu universo sonoro, frase a frase, groove pulsante a groove pulsante — levando o seu som em constante evolução a públicos de todo o mundo. O seu mais recente trabalho, “Superkilen”, que agora apresentam no Misty Fest, expande o seu vocabulário sonoro, mantendo-se fiel ao magnetismo suave das suas raízes. É um álbum de contrastes — simultaneamente luminoso e nostálgico, voltado para fora mas profundamente pessoal. Tal como a luz em mutação das estações nórdicas, habita um espaço intermédio: entre passado e futuro, memória e descoberta.

Vega Trails é o expansivo e cinematográfico projeto de chamber jazz do contrabaixista e compositor Milo Fitzpatrick, membro fundador dos Portico Quartet, que conta com o saxofonista Jordan Smart (Mammal Hands, Sunda Arc). Depois de lançar, em 2022, o belo e expressivo álbum de estreia “Tremors in the Static”, em formato de duo, Milo expande agora significativamente essa base sonora com o sucessor, “Sierra Tracks”, que, como o título sugere, foi inspirado na paisagem das encostas da Serra de Guadarrama, a noroeste de Madrid, onde atualmente reside.

Formados em Norwich, em 2012, os Mammal Hands rapidamente conquistaram a admiração de pares ilustres, como Bonobo, Tom Ravenscroft, Jamie Cullum e Gilles Peterson, pela sua abordagem inventiva. Ao longo de cinco álbuns aclamados pela crítica, com a Gondwana Records, construíram uma base de fãs internacional e fiel, bem como uma sólida reputação junto da crítica pelas intensas e hipnóticas atuações ao vivo.

Figura maior da cena musical atual e porta-estandarte do novo movimento de jazz crossover, a baterista e compositora francesa Anne Paceo tem sido largamente elogiada, quer pela sua técnica, quer pela sua visão musical imbuída de transe e espiritualidade. A sua entrada na Ordem das Artes e Letras, em 2021, os prémios que recebeu — incluindo 3 Victoires du Jazz (Victoires de la Musique) —, as suas inúmeras colaborações e uma discografia rica (8 álbuns e 4 EPs) testemunham um percurso artístico singular

16 outubro | Mouco, Porto – Laura Misch

18 novembro | Casa da Música, Porto – Svaneborg Kardyb + Vega Trails

19 novembro | São Luiz Teatro Municipal, Lisboa – Svaneborg Kardyb + Vega Trails

29 novembro | CCB , Lisboa – Laura Misch + Mammal Hands + Anne Paceo

30 novembro | Casa da Música, Porto – Mammal Hands + Anne Paceo

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🖋 Redação / press release

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