Mike El Nite (ou “Simplesmente Miguel”) lança esta sexta feira 6 de fevereiro o seu tão aguardado novo álbum “Existencisensual” – um disco que é uma viagem íntima à essência do artista e onde cada canção é um convite ao romance, à partilha, à reflexão.
“Existencisensual” nasce de uma ideia simples mas poderosa: “Que ao pensar na vida, se apaixona por ela.” É nessa dualidade – entre a reflexão existencial e o romantismo sensorial – que Mike El Nite (ou “Simplesmente Miguel”) encontra a sua nova linguagem. As canções fundem sensualidade e filosofia, como se estivéssemos num bar de atmosfera íntima e sedutora, mas onde as palavras, em vez de efémeras, carregam peso existencial.
“Existencisensual é um álbum conceptual que acompanha uma noite de trabalho de um artista de variedades no seu turno como residente num bar de música ao vivo.” – afirma Miguel.
O disco desenrola-se como uma viagem noturna onde coexistem dois espetáculos: o que acontece em palco, perante o público, e o que decorre no interior da mente do artista “Simplesmente Miguel”. Ser artista num bar de música ao vivo exige versatilidade – e Existencisensual reflete essa polivalência.
Tendo como pano de fundo a noite lisboeta das décadas de 80 e 90 – a época dourada dos bares de música ao vivo – “Existencisensual” assume-se também como um retrato do cantor romântico que interpreta canções de amor à vida, enquanto tenta reacender um sentimento que se perdeu na banalidade do quotidiano.
Ao longo do álbum, Miguel cruza múltiplas sonoridades – da soul ao italo-disco, da música popular portuguesa ao city pop e ao jazz-fusão japoneses, do neomelódico napolitano à new age dos anos 90, passando pelo R&B – num exercício consciente de homenagem e desconstrução.
“É como se Ricardo Landum vivesse em Tóquio, e lá houvesse uma Lisboatown de vida noturna” – diz-nos Miguel.
Mais do que um passeio estilístico, o disco procura desmistificar a catalogação rígida da música por géneros e criar pontes entre universos que, à primeira vista, não seriam primos óbvios. Essa ideia ecoa na recuperação de um “pré-pimba” associado a nomes como Ágata, José Malhoa ou Ana, especialmente nas produções assinadas por Tó-Zé Brito, Mike Sergeant ou Luís Jardim. Essas pontes estendem-se geograficamente de Portugal à Ásia, passando pelo Mediterrâneo, para regressar ao ponto de partida – um reflexo direto da natureza multifacetada do artista.
Como sublinha Miguel: “A diferença entre o jazz e o pimba são uns meros acordes.”
“Existencisensual” é um ensaio sobre a vida e a nossa forma de estar nela: é um convite para um encontro romântico entre o ouvinte e a intimidade do performer que procura fazer as pazes consigo mesmo, encontrar a paz interior, tudo isto enquanto entretém o público o melhor que consegue.
No centro desta narrativa surge uma pergunta inevitável: quem entretém o entertainer? Em última instância, ele próprio.
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🖋 Redação / press release


