Ontem, dia 18 de julho de 2025, decorreu em Vila Nova de Gaia, mais precisamente no antigo parque de campismo da Madalena, o que, certamente, podemos denominar como o maior festival de música do Norte, o MEO Marés Vivas.
A mini cidade do festival está muito bem organizada e repleta de jogos e ofertas de brindes.
Como é óbvio, a roda gigante da MEO, tem uma fila gigante, e não é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.
O local, destinado a pessoas com mobilidade reduzida estava lutado, não com pessoas com atestados multiusos, mas com pessoas que tinham uma perna que foi sujeita a uma cirurgia, a pessoas que estavam sentadas em cadeira de rodas, cedidas no recinto, mas que no intervalo das atuações, levantavam-se para ir buscar comida e café, Surreal!
Deixo um alerta à produção, as pessoas com mobilidade reduzida estão sentadas, logo o recinto enchendo para assistir à atuação das bandas, a visibilidade é nula. O local para estas pessoas devia estar numa plataforma consideravelmente mais elevada, certo?
No meu caso específico, tenho mobilidade reduzida, um atestado multiusos que atesta o grau da minha incapacidade, e vou a trabalho, como repórter da Glam Magazine, onde é o meu lugar específico? Do local onde estava, a visibilidade era nula, como vou escrever sobre o que decorre em palco?
Aplaudo a ideia de se lembrarem de que as pessoas com mobilidade reduzida também vão aos festivais, mas é necessário calçar, neste caso não os sapatos dos outros, mas a cadeira para efetivamente terem uma perspectiva real da situação.
Quanto ao cartaz, do palco Meo, os destaques eram, sem dúvida, os Xutos, e os Scorpions.
O público presente era muito diversificado, quer na idade, quer na forma de vestir e de se apresentar. Há os que vão conviver, ver a sua banda preferida dos anos 80, e recordar o passado, do século anterior, e os que vão para desfilar, e mostrar que foram, que são cool.
Os preços praticados são exorbitantes um café 3,00€, uma bola de Berlim 3,50€, mas é o que é, é um festival e todos têm que aproveitar.
Quanto ao desempenho das bandas, a primeira a inaugurar o palco MEO foram os Hybrid Theory, que eu desconhecia, são uma banda de tributo aos Linkin Park, e tocam rock alternativo e metal.
A segunda atuação foi a de Marcus King, cantor americano, que como o próprio referiu, era a primeira vez que tocava em Portugal. Uma sonoridade de blues, soul, country.
O recinto começa a encher, e o motivo é compreensível, os Xutos & Pontapés dão início, à sua participação, neste festival, e agora sim, o público canta, salta, dança com vontade e boa disposição. Esta banda portuguesa não precisa de apresentação, os temas são intemporais, e destaco a participação de kalú e João Cabeleira.
O momento que todos ansiavam chega, os Scorpions sobem ao palco, o público demonstra o seu entusiasmo. A banda interpreta os temas que marcaram outros tempos das nossas vidas, como “Wind Of Change”, “ Still Loving You”, e já no encore, “Rock You Like A Hurricane”, O entusiasmo foi diminuindo, ao longo da atuação, e o público começou a sair do recinto.
Neste primeiro dia, o meu destaque vai para a atuação dos Xutos, que, na minha opinião, entusiasmou mais o público.
Pelo Palco Moche passaram Jéssica Pina e Milhanas.
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? Ana Cristina
? Sérgio Pereira


