Apresentou-nos “s.pedro”, depois “dolce vita” e “menina da lágrima”, os três primeiros singles do seu segundo EP. Este terceiro tema que dá o nome ao curta-duração de MALLINA, representa na íntegra a temática de cada faixa numa só.
Em 2023 surge com o EP de estreia “Espelho” num Pop muito mais experimental e, até, inocente (embora efetivamente muito Pop), ao longo do tempo, tem apresentado uma evolução na sua sonoridade que vai muito além do Pop que a fez nascer enquanto artista. Juntou-lhe o Urbano, o Fado, a tradição do SUL de onde a artista vem, o Rancho, o Latino e ainda o Dance. MALLINA é fusão musical, fusão sonora, fusão visual.
Destaca-se desde o primeiro single por defender temáticas fora do comum no panorama musical português, onde aborda temas como body positivity, assédio sexual, feminismo, e agora, neste novo capítulo, a artista vai às raízes, à casa da avó, à igreja do interior do alentejo, e “reza” connosco para que, mesmo dançando, possamos chorar, libertar e “inspirar” cada som produzido e fundido aqui. Sejam bem-vindos à oração “MENINA DA LÁGRIMA”.
O famoso quadro da década de 50 encontra agora a sua outra metade, não por ser Mulher, mas também por sê-lo. O mistério de “The Crying Boy” vem também neste segundo EP da artista, onde o tema fulcral e visceral é, sem dúvida, a vulnerabilidade emocional. Tanto no quadro, como na música. A arte faz-se de fusão, MALLINA assume a lágrima no rosto, o olhar perdido, a pintura sonora do quadro que nunca teve voz.
“MENINA DA LÁGRIMA” conta com cinco faixas, duas inéditas, que abrem e encerram o EP – “choro” e “promessa”. O levantar do véu e o cair do véu no chão.
“Este EP é para mim um continuar de identidade artística. É a busca incessante pela criação de uma cultura musical genuína e o mais próxima daquilo que sou neste momento. ‘MENINA DA LÁGRIMA’, é sobre amadurecer enquanto se chora diante dos olhos de todos. É sobre navegar por campos desconhecidos enquanto se sonha. É sobre a minha interpretação da religião que aprendi em família e aquilo que decido fazer com ela. São as frases da minha avó escritas do meu ponto de vista. São aconchego e familiaridade.” afirma a artista.
Num registo urbano, com influências latinas, do sul de portugal, do nosso Fado e de alguma misticidade internacional, MALLINA entrega esta obra de arte como uma prece à mudança, ao receber de braços abertos o desconhecido, ao desbravar caminhos que podem fazer chorar, passar por largas chuvas, mas mais tarde ver o sol nascer.
“Não me ensinem que eu ‘tou esperta” inicia o refrão da canção que dá o nome ao EP, e mostra que MALLINA está pronta para lidar com aquilo que for, mesmo que tenha de chorar enquanto o faz.
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? Redação / press release


