Ontem, dia 20 de setembro, alguns minutos após as 21:30, Marisa Monte, subiu ao palco da Super Bock Arena com a sua banda e uma Orquestra composta por 55 músicos.
O espetáculo contou com o apoio e direção musical do maestro André Bachur que fez a ponte entre a música popular brasileira e a música de orquestra, sinfónica, em conjunto com a artista.
Eu adoro música brasileira, mas os clássicos, não o que se faz agora, sem querer desmerecer nenhum artista, está relacionado com a minha geração, mas ouço de tudo um pouco.
Mas, a voz da Tribalista com o som popular da banda e a orquestra, foi algo indiscritível, lindo, poético, o som dos violinos, da harpa, do violoncelo tornaram as músicas completamente vestidas de forma diferente.
O recinto estava repleto, aquela voz encheu a Super Bock Arena, assim como a empatia com o público que correspondeu sempre que foi chamado a participar.
A musa brasileira interpretou vários temas seus, da banda a que pertence, Tribalistas, e pelo menos um tema dos anos 60, de Gilberto Gil, “Cérebro Eletrónico”, que fez questão de apelidar de visionário.
Destaco os temas, “Maria de Verdade”, “Aliança”, “Amor I Love You”, “Beija Eu”, “É Você”, “Velha Infância”, entre outros, por uma questão de gosto pessoal.
Esta “PHONICA” foi algo que resultou na perfeição, a voz única da intérprete, os excelentes músicos da banda que a acompanham, a mestria da orquestra, o público muito proativo, que mais se pode pedir para terminar o fim-de-semana e iniciar uma nova semana?
A música é realmente uma linguagem poderosa, une desconhecidos, une povos de culturas diferentes e enche grandes recintos, mas sobretudo a alma e os corações.
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🖋 Ana Cristina
📸 Sérgio Magalhães


