Maripool divulga novo single “Favourite”

Nascida em Lisboa e residente em Londres, a compositora Maripool (nome artístico de Natacha Simões) anunciou no mês passado o lançamento do seu álbum de estreia, “Rotten Luck”, um trabalho introspectivo que explora a complexidade da identidade, da memória e da ideia de regresso. Entre o shoegaze e o indie alternativo, o disco marca um novo capítulo na trajetória de Simões, expandindo o universo sonoro dos seus EPs anteriores para um registo mais amplo, colaborativo e emocionalmente direto.

Esta sexta feira 31 de julho Maripool revela “Favourite”, o segundo tema retirado de “Rotten Luck”.

O single retrata o lento e silencioso desfazer de uma relação e a forma como a mente começa a procurar refúgio noutros lugares antes mesmo de tudo terminar. Sobre a canção, Natacha explica que fala de “encontrar distrações como forma de escapismo e de suavizar o inevitável”, numa reflexão delicada sobre a distância emocional, a negação e as pequenas formas de nos prepararmos para o fim de algo.”

“Rotten Luck” foi escrito durante uma residência artística de um mês em Lisboa, em janeiro de 2025, e foi moldado tanto pelo isolamento como pela reconexão. Instalado num antigo edifício de pescadores, do outro lado do rio, o ambiente impôs uma quietude que definiu o processo de escrita de Simões. Os dias eram muitas vezes passados em silêncio, observando o rio ou escrevendo de forma intensa e intermitente, enquanto as noites traziam o regresso à cidade e a reconexão com uma vida passada.

Esta dualidade está no centro do álbum. Ao longo do disco, Maripool explora temas como deslocação, migração e a tensão entre passado e presente. Tendo deixado Lisboa ainda adolescente, regressar à cidade tornou-se uma confrontação com a sua identidade. Não apenas com quem se tornou, mas também com quem um dia tentou deixar para trás. Como a própria descreve, o álbum reflete “o processo de descobrir com uma parte de mim que nunca desapareceu por completo… confrontando quem sou quando tudo o que é externo desmorona”.

O título do álbum, retirado de uma das canções escritas durante a residência, encapsula esta paisagem emocional: um acerto de contas silencioso com erros do passado e a busca pela identidade que se seguiu.

Em termos sonoros, “Rotten Luck” marca um novo capítulo, afastando-se do processo solitário que caracterizou os lançamentos anteriores de Maripool e aproximando-se de uma forma mais colaborativa de criar música. Gravado no sul de Londres com Joseph Futak (Tapir!, Piglet), o álbum conta pela primeira vez com a participação da sua banda ao vivo, permitindo que as canções ganhassem forma organicamente em estúdio. Muitas delas chegaram apenas esboçadas, evoluindo através da experimentação em vez de uma intenção rígida. Um processo que confere ao disco uma sensação de imediatismo e imprevisibilidade.

Ao longo de “Rotten Luck”, fragmentos do passado – gravações em VHS, memórias de infância e relações meio esquecidas – não são apenas mencionados, mas incorporados na própria música, reforçando a tensão central do álbum entre quem fomos e quem nos tornamos.

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🖋 Redação / press release

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