Margarida Campelo edita “Música de Elevador”

Margarida Campelo edita esta sexta feira 11 de setembro, pelos Discos Submarinos, “Música de Elevador”

O novo álbum, composto por 12 temas originais, reafirma a originalidade de uma das compositoras mais criativas e inventivas da música portuguesa contemporânea, aprofundando um percurso autoral muito próprio, cuja identidade se vem tornando cada vez mais nítida. Se Supermarket Joy concedeu a Margarida Campelo um espaço só seu, “Música de Elevador” vem confirmá-lo e ampliá-lo com maior ambição, sofisticação e maturidade.

“Cluedo” é  o single que acompanha o lançamento do disco.

Partindo da ideia de música ambiente – essa música pensada para acompanhar espaços, criar atmosferas e induzir uma sensação imediata de bem-estar –  “Música de Elevador” toma esse imaginário como ponto de partida para construir um trabalho de grande subtileza e sofisticação.

Sob uma superfície fluída, luminosa e aparentemente leve, o disco revela um trabalho composicional e de arranjo minucioso, onde cada detalhe contribui para uma escuta densa, envolvente e cuidadosamente desenhada. Há uma atenção muito particular à forma como o conforto e a estranheza, o imediato e o elaborado, o acessível e o complexo convivem dentro dos temas.

O elevador surge, assim, não apenas como imagem ou conceito, mas como a própria arquitectura imaginária do disco. Cada faixa funciona como a abertura para um novo andar, um novo cenário, uma nova atmosfera ou uma pequena narrativa.

O álbum desenha-se como uma viagem feita de transições e mudanças de espaço, onde o movimento importa mais do que o destino e onde a escuta se transforma num convite à deriva, à curiosidade e à imersão.

Ao longo de “Música de Elevador”, Margarida Campelo assume integralmente o centro criativo do projecto: é compositora de todos os temas, autora das canções, produtora e arranjadora do disco. As letras continuam a nascer em colaboração com Ana Cláudia e Beatriz Pessoa, prolongando uma cumplicidade criativa que tem sido parte importante do seu universo autoral. O disco foi gravado entre o Estúdio 52, o louva-a-deus e a casa da Margarida.

Em estúdio, Margarida volta a rodear-se da sua banda de sempre, com João Correia na bateria e António Quintino no baixo eléctrico e contrabaixo, aos quais se juntam participações especiais de José Soares no saxofone alto e Manuel Pinheiro na percussão. A mistura ficou a cargo de Hugo Valverde e Eduardo Vinhas, e a masterização é de Mário Barreiros.

Mais atmosférico e conceptual, “Música de Elevador” desenvolve uma linguagem onde harmonias sofisticadas, grooves sedutores e um romantismo ligeiramente distraído convivem com uma forte dimensão imagética. O disco evidencia a amplitude da escrita de Margarida Campelo enquanto compositora e a consistência de uma visão artística capaz de conciliar refinamento formal, invenção melódica e liberdade estética num território verdadeiramente pessoal.

Se “Supermarket Joy” marcou de forma decisiva a afirmação da sua linguagem artística, integrando diversas listas de melhores discos de 2023, “Música de Elevador” surge agora como a confirmação plena desse espaço singular. Num momento em que poucos artistas conseguem construir um universo tão reconhecível, sofisticado e inventivo, Margarida Campelo volta a afirmar-se como uma autora e compositora de excepção, com um lugar muito próprio no presente da música portuguesa.

O concerto de lançamento de “Música de Elevador” tem lugar no dia 16 de Outubro, pelas 21h, no Pequeno Auditório do CCB, em Lisboa

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🖋 Redação / press release

📸 Maria Bicker

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