O início da edição de 2025 do “Conta-me Uma Canção” fica marcado pela emoção – Márcia e Sérgio Godinho derreteram os corações do público que lotou o Teatro Maria Matos.
Imaginava-se, a par do que vem sendo hábito neste formato de apresentação, que a noite seria memorável, mas a dupla escolhida para a abertura da terceira edição ao vivo do “Conta-me Uma Canção” arrebatou.
Acompanhados pelos músicos Filipe Cunha Monteiro a.k.a. TOMARA e Nuno Rafael, Sérgio e Márcia tiveram na escolha de canções levadas a palco e na conversa cúmplice que envolveu os espectadores, uma prova inequívoca das suas capacidades de transmissores da “palavra cantada”.
Por entre canções mais ou menos recentes, ouvimos Sérgio Godinho a dar o mote da noite com “Dia Úteis“, a revisitar o velhinho “2º Andar Direito“, a versionar em modo “casheano” o seu “As Horas Extraordinárias” ou levar-nos até “O Baú de Sigmund Freud“.
Já Márcia teve na selecção das suas canções de amor (e “desamor”) a empatia dos presentes, em versões impressionantemente intímas de “Amor Conforme”, “Camadas” ou “Lado Oposto“. Ainda, a passagem pelo francófono “Ça Me Dit“, tema incluído no seu primeiro EP, a propósito de ser público que as primeiras composições de Sèrgio Godinho terem sido escritas em francês, quando da sua residência nas décadas de 60 e 70 do século passado em Paris. Espaço, neste contexto, para a conversa sobre a descoberta da “voz própria” com tradução directa na língua em que se escreve e compõe.
? Redação / press release
? Paulo Miranda


