MAQUINA. regressam com “BODY TRANSMISSION”

MAQUINA. transmite o suor, o caos e a euforia de uma experiência musical verdadeiramente coletiva. O trio de Lisboa ganhou fama por transformar os seus concertos em autênticos momentos de movimento – punks a dançar, club kids a entrar no mosh pit  – “fazendo com que as bolhas se liguem um pouco”, como eles próprios dizem.

Com mais de 250 atuações e passagens por festivais em toda a Europa, a intensidade dos seus concertos enche salas e desencadeia ondas de crowdsurfing. Recém-chegados da sua primeira digressão pelo Brasil e de uma sessão na KEXP no Trans Musicales 2025, regressam agora com “BODY TRANSMISSION”, o segundo LP: uma viagem de cortar a respiração por body music, noise, metal, motorik e punk industrial.

Captando a força bruta dos seus concertos ao vivo, “BODY TRANSMISSION” – co-produzido pela banda em conjunto com Hugo Valverde – surge na sequência de “PRATA” (2024), um álbum também editado pela Fuzz Club e fortemente marcado pela improvisação, ancorado no fluxo de uma performance ao vivo.

Para este novo disco, a banda – Halison Peres (bateria/voz), José “Mendy” Rego (baixo) e João Cavalheiro (guitarra/efeitos) – optou por menos improvisação e mais “edição”, dedicando-se a refletir sobre a direção de cada faixa, e condensando deambulações de dez minutos em bombas de três a quatro minutos que carregam impacto directo. O resultado é uma descarga total pensada para a pista de dança, “sem pausas”; um disco pronto para o clubbing, guiado pela combinação de guitarra, bateria e baixo.

“Foi o processo mais desafiante e mais divertido que já tivemos em estúdio, porque nos obrigamos a escrever canções em vez de apenas captar jams”, explica a banda. “Queríamos que soasse pesado, concentrado e dançável. Mantivemos o ritmo acelerado e a energia lá em cima – é um álbum sempre a abrir.”

Não perdem tempo a arrancar. “dança” – com vocais punk irreverentes de Silvia Konstance, e sintetizadores de Viktor L. Crux, ambos do duo Dame Area, com base em Barcelona – estabelece o ritmo do disco, com um 4/4 pulsante, vozes cruas e uma linha de guitarra incisiva que atravessa o riff de baixo de três notas com uma precisão abrasiva. Esta faixa de abertura, carregada de energia e feita para causar efeito imediato, entra sem hesitação na “4-to-the-floor”: três minutos de riffs pesados e batidas penetrantes que assumem as influências da música de dança. “pressure/pleasure” e “out of fear”, por sua vez, evoluem sob o mesmo ambiente estroboscópico, apoiadas numa base de guitarra densa e agressiva que se prolonga na faixa instrumental “simulation”. Essa qualidade hipnótica continua em “collapsing”, onde os gritos e rugidos metálicos de Peres – em diálogo com os seus vocais limpos – revelam essa herança, ao mesmo tempo que evidenciam a dinâmica expressiva que serve de princípio estético orientador do álbum.

Noutro registo, “agony” é igualmente frontal, simultaneamente raivosa e visceral – um tema politicamente carregado, escrito neste momento de intenso conflito global. “Fala sobre o discurso falso que os políticos tentam sempre impor, apontando para algum inimigo ou algo assim, para esconder o que realmente querem fazer”, reflete Peres sobre a faixa, que retrata uma ‘terra de ninguém’ onde a humanidade se vê encurralada entre a miséria e o caos. “É difícil ficar em silêncio em momentos como este. Por isso, se tenho um canal que posso usar para fazer algo de bom, então vou usá-lo.”

MAQUINA. lança o seu double single “agony // pressure/pleasure” esta terça feira 14 de Abril via Fuzz Club, a editora londrina que já acolheu o seu segundo álbum “PRATA” e uma reedição em vinil do primeiro trabalho, “DIRTY TRACKS FOR CLUBBING”.

O novo álbum está marcado para sair no dia 10 de Julho, e a banda já tem concertos agendados até ao final de Setembro para promover este lançamento, garantindo que a energia intensa dos seus concertos chega aos palcos e às pistas de dança.

__________________________________________________________________________________________________________________________

🖋 Redação / press release

📸 Austėja Ščiavinskaitė

Partilha