O tempo, para quem já gastou algum dele, é o bem mais raro e precioso de que dispomos. Usá-lo, durante 10 canções, para ouvir “Contrafação”, o último disco da Luta Livre editado em outubro passado, é um inestimável investimento pessoal, que redundará num enorme benefício coletivo.
Indissociável desta Luta Livre, está Luís Varatojo, o intrépido e inconformado lutador que teima em irromper numa furiosa mariposa contra a corrente, quando a maioria se limita a boiar ao sabor dela. Observando o percurso do Luís (Peste & Sida, Despe & Siga, Linha da Frente, Naifa, Fandango e Luta Livre), é inevitável olhá-lo como um Punk elegante, eloquente e esclarecido, uma espécie de James Bond, trajando de Smoking e Doc Martens, perto do pensamento comunitário e a milhas dos vis e costumeiros compadrios bacocos.
Em suma, Luís Varatojo representa aquilo que de melhor Portugal tem para dar: um criador humanista, inteligente, talentoso e livre, que de forma empática e corajosa, acredita profundamente que a música e a palavra têm o poder transformador de conduzir o mundo a um melhor lugar.
Contrafação é muito mais do que um disco. É um texto/manifesto, superiormente escrito e temperado com arranjos musicais de grande latitude, sempre com irrepreensível bom gosto e ungido por um humor fino e mordaz.
Jorge Guerra e Paz
E porque não há luta sem festa, nem festa sem luta, “Contrafação” será apresentado ao vivo em quatro espetáculos especiais:
14 março | Adão, Barreiro
21 março | Bota, Lisboa
27 março | Passos Manuel, Porto
28 março | Salão Brazil, Coimbra
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🖋 Redação / press release
📸 Fernando Martins


