O segundo dia do North Music Festival 2026 ficou marcado pela atuação de Liniker, que transformou o recinto num espaço de poesia, emoção e celebração. A artista brasileira, que deu ali o último concerto da sua digressão europeia, conquistou o público com uma performance intensa, sensível e tecnicamente brilhante.
Liniker entrou em palco ainda antes do anoitecer, vestida com um fato rosa cintilante, tacões altos e acompanhada por uma banda de 13 músicos — uma imagem que antecipava a fusão entre elegância, energia e teatralidade que marcaria todo o espetáculo.
Logo nos primeiros temas, “Papo Reto” e “Faz Assim”, ficou claro que o concerto seria guiado pelo ritmo das emoções, das pausas e dos silêncios que a artista domina com rara naturalidade. O concerto percorreu grande parte do álbum “Caju”, vencedor de três Grammys Latinos em 2025, incluindo: “Caju”; “Tudo”; “Sem Nome, Mas com Endereço”; “Veludo Marrom”; “Zero” e “Papo de Edredom”
A plateia respondeu com entusiasmo, cantando em uníssono e criando momentos de grande intimidade. Em “Zero”, o público transformou o estádio num coro emocionado, num dos pontos altos da noite.
Liniker mostrou-se vulnerável, terna e profundamente comunicativa. Entre canções, partilhou histórias, memórias e reflexões sobre os seus 11 anos de carreira, reforçando a ligação com o público português.
A frase que marcou o concerto — “A poesia não tem hora para chegar” — foi recebida com aplausos e sintetizou a atmosfera de espontaneidade e verdade que dominou a atuação.
O concerto terminou com “Charme”, num momento íntimo em que Liniker e a banda se aproximaram da linha da frente do palco, deixando o público cantar em coro. A despedida emocionada marcou o fim de uma atuação que muitos consideraram a mais bonita e surpreendente do festival até então.
__________________________________________________________________________________________________________________________
🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


