Num ano em que se comemora o centésimo aniversário do edifício que alberga a sala de concertos da Baixa de Coimbra, a programação do primeiro trimestre centra-se no apoio à criação artística – com múltiplas residências artísticas – e na apresentação de discos de distintos projetos da cena musical portuguesa, do pop ao jazz.
Logo em Janeiro, o Salão recebe o Unloop Collective de Sara Montalvão e David Negrão. Com eles vai estar também o músico Fernando Mota, sendo que juntos são o núcleo artístico do projeto Rhiza, cujo processo criativo colaborativo conta também com o contributo de cientistas da Universidade de Coimbra (do CNC – Centro de Neurociências e Biologia Molecular e do MyCoLab, do Centro de Ecologia Funcional). Será a primeira etapa de um trabalho que irá culminar com uma apresentação pública no mês de Julho.
Também em Janeiro, e pouco depois da estadia do projeto Rhiza, o Salão será casa temporária para o novíssimo projeto que une Bernardo Moreira (contrabaixo), João Moreira (trompete) e Ricardo Dias (piano). Juntos, são os T3, e estarão a preparar o material que irá alimentar o seu disco de estreia, que sairá ainda em 2026.
A programação do mês inclui ainda concertos que atravessam diferentes universos estéticos: Wakadelics (9 jan), o Festival Instrumensal com Rui Fernandes (viola amarantina) (11 jan), Rapid Zen (16 jan), a apresentação do novo disco de Miranda (17 jan) e Timbuktu Itinerante com Sr. Maia (23 jan), projecto da Associação Cultural Timbuktu que procura a circulação por várias salas do país. O mês encerra com Lisa Sereno (24 jan), Duques do Precariado (30 jan) e Xauxau dodô (31 jan), todos a apresentarem trabalhos recentemente lançados.
Em Fevereiro, terá início um dos projetos mais relevantes no que diz respeito ao apoio à criação, inaugurando um modelo que se espera ter continuidade no futuro próximo. Trata-se de Embryo, projeto do pianista e compositor conimbricense Luís Figueiredo que, ao longo de cinco sessões – de Fevereiro a Junho, sempre nas primeiras terças-feiras do mês – vai criar um espaço de encontro com cinco excepcionais músicos da área do Jazz, que vão actuar em duo com o pianista em cada uma destas sessões, sendo que no último semestre do ano, a totalidade dos intervenientes se juntarão para uma residência artística onde o septeto trabalhará em conjunto as ideias musicais preparadas nos duos do primeiro semestre.
No mês mais curto do ano, o Salão Brazil acolhe ainda actuações de Linda Martini na sua tour Liga de Clubes (8 fev), Filipe Karlsson (13 fev), Autoramas (19 fev), António Olaio (20 fev), a apresentação do disco Many Rivers de Luís Figueiredo e Ricardo Formoso (21 fev) e Rapaz Ego (28 fev).
Em Março, o mês tem início com a residência do projeto Mosaïc, projeto que une jovens músicos de vários países de ambas as margens do Meditarrêneo: Adèle Viret (violoncelo), Diogo Alexandre (bateria), Georgi Dobrev (kaval, instrumento tradicional da Bulgária), Hamdi Jammoussi (percussão) e Noé Clerc (acordeão).
Mais adiante, a sala recebe Timbuktu Ensemble (20 mar), projecto da Associação Cultural Timbuktu, que reúne quatro músicos de duas gerações, com percursos, influências e experiências diversas: Francisco Brito (contrabaixo), Zé Cruz (guitarra eléctrica), António Carvalho (bateria) e Duarte Ventura (vibrafone). No dia 21 de março, Mike El Nite apresenta no Salão Brazil o seu Existencisensual, a lançar em fevereiro.
Mais para o final do mês, o Salão volta a receber as Lantana, sexteto constituído por Maria do Mar (violino), Maria Radich (voz), Joana Guerra (violoncelo), Helena Espvall (violoncelo), Anna Piosik (trompete) e Carla Santana (eletrónica). A residência tem como contexto o projeto da bailarina Mariana Lemos, intitulado “o.movimento.do.som”. A acompanhar a residência estará o músico e compositor Vítor Rua, cujo contributo estará centrado na escrita (documentação) acerca do processo de criação.
A encerrar esta etapa do trimestre, o Salão Brazil apresenta D’Alva + Rita Onofre (27 mar) e Varatojo – Luta Livre (28 mar), num fecho que completa um trimestre marcado por intensa actividade artística.
A totalidade da programação do primeiro trimestre pode ser consultada no site da Associação Jazz ao Centro Clube.
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🖋 Redação / press release


