Kula Shaker inauguram nova era psicadélica com o álbum “Wormslayer”

Consistentemente uma das bandas ao vivo mais electrizantes do Reino Unido, os Kula Shaker evoluíram de uma anomalia fenomenal da era Britpop para entrar agora numa fase mais aventureira, ambiciosa e alucinogénica com o lançamento do novo álbum “Wormslayer”, previsto para 30 de janeiro.

Os Kula Shaker sempre existiram numa realidade paralela. Surgidos no auge da cultura “lad” e do revivalismo cool do Britpop, apareceram como uma anomalia luminosa — mergulhados em sânscrito e feedback de sitar — enquanto se afirmavam como uma das bandas mais emocionantes do país. Liderados pelo espiritualmente inquieto Crispian Mills, construíram uma contra‑narrativa mística, fundindo psicadelismo britânico com misticismo oriental, não como artifício, mas como verdadeira invocação. O sucesso estrondoso não tardou. Quantos artistas podem afirmar que encabeçaram o Glastonbury duas vezes no mesmo fim de semana, assinaram um dos álbuns de estreia duplo‑platina mais rápidos de sempre, acumularam vários Top 10 e ainda abriram para os Oasis nos históricos concertos de Knebworth?

“Wormslayer” marca o regresso da formação original — Crispian Mills (voz/guitarra), Alonza Bevan (baixo), Paul Winterhart (bateria) e Jay Darlington (órgão Hammond) — reunindo novamente os quatro amigos que deram vida ao universo singular da banda.

Os singles já revelados — “Good Money”, “Charge of the Light Brigade”, “Broke as Folk”, “Be Merciful” e “Lucky Number” — abriram uma janela para o álbum, mostrando a energia tecnicolor e as harmonias vocais celestiais que os fãs reconhecem de imediato. Mas há também evolução: momentos que tocam o folk pastoral (como em “Dust”, inspirado em Yeats), um gótico crooner em “Little Darling” que evoca um encontro improvável entre Roy Orbison e os Doors, e o mantra‑metal expansivo do tema‑título, um verdadeiro clímax cinematográfico.

Crispian Mills explica: “Espero que as pessoas desfrutem das curvas e contracurvas que este novo disco oferece. Sempre adorámos aqueles álbuns psicadélicos com grandes canções, grande produção, grandes histórias — discos que te levam numa viagem. É esse tipo de experiência que procuramos, porque somos esse tipo de banda. Os Kula Shaker têm vida própria. Somos apenas passageiros, a ver tudo acontecer em tempo real.”

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🖋 Redação / press release

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