Que o tempo é relativo, nós sabemos, até porque os cinco anos que decorreram entre o primeiro e o segundo disco da Kelela, “Take Me Apart” e “Raven”, pareceram cinco séculos – de 2017 a 2023. A artista de Washington D.C. desapareceu durante quase um lustro, deixando órfão o novo R&B, que sem a sua visão se tornou numa sucessão de lugares-comuns e tópicos. As múltiplas tentativas de imitar o seu som não fizeram mais do que fortalecer a sua figura de artista de culto desta geração.
Nesse contexto, o seu regresso foi celebrado como uma autêntica festa. E de certa forma era: “Raven” era um trabalho de pop dançável, repleto de sugestões à cultura de clube, onde Kelela sublinha as origens negras de géneros como o house e o techno. Uma estrutura rítmica que pouco depois potenciou com o seu próprio álbum de remisturas, “RAVE:N, The Remixes”, que reunia cantoras e produtoras como Yaeji, Shygirl, Loraine James ou TAYHANA.
Kelela prepara-se agora para a chegada de new avatar, o seu terceiro álbum, que desde o título deixa claro que a sua carreira não pode ser entendida sem a transformação. Um disco com PinkPantheress, A.K. Paul e Fousheé como convidados, que Kelela apresentará em Lisboa no próximo outono: dia 21 de Outubro actuará no LAV.
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🖋 Redação / press release


