Joana Guerra e o som da renovação e da terra ao Vivo

Após três discos de originais em nome próprio, Joana Guerra saiu da grande cidade e deixou que o chão crescesse sob os seus pés intrometendo-se na sua vida e na sua criação. Para trás ficou Gralha, a casa de partida em 2013, onde enfrentou a sua música e letras em modo solitário. Nos anos seguintes, foi abrindo os arranjos a outros instrumentos, enquanto se ia envolvendo numa riquíssima experiência pela cena experimental de Lisboa e em inúmeras encomendas para teatro, dança e performance. Assim sendo, não foi surpresa sentirmos a forte ideia coletiva de Chão Vermelho, no qual o violino de Maria do Mar e as percussões do Carlos Godinho formam, com a voz e violoncelo de Joana Guerra, um corpo tentacular do qual brotam canções como milagres da natureza em terra fustigada.

 

Segundo Joana Guerra, “Chão Vermelho é uma imagem um bocado sangrada, uma imagem simbólica da terra, mas também do chão enquanto matéria a que nos conectamos e que pisamos. É muito inspirada na zona onde vivo, na aldeia de Outeiro da Cabeça, entre Torres Vedras e o Bombarral”.

 

“Este é um disco para toda a gente, mas em homenagem às mulheres. E é feminista, mas sem ser uma coisa deliberada“. Joana Guerra chega ao palco do Grande Auditório da Culturgest, dia 8 de Junho, com Chão Vermelho para caminhar. Para cultivar música que regenera.

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