Antes de o palco receber a grande cabeça de cartaz da noite, os Hoobastank assumiram o protagonismo perante um Parque Tejo já completamente rendido ao ambiente do festival. O quarteto norte-americano aproveitou o momento para recordar porque continua a ocupar um lugar especial na memória de uma geração, oferecendo um concerto onde o rock alternativo voltou a soar com a mesma força de outros tempos.
Desde os primeiros acordes, percebeu-se que a ligação entre banda e plateia seria um dos pontos altos da atuação. Os refrões ecoaram de imediato pelo recinto, cantados por milhares de vozes que transformaram o concerto numa celebração coletiva onde o tempo pareceu recuar alguns anos.
Doug Robb liderou a banda com uma presença segura e uma voz que manteve a intensidade ao longo de toda a atuação. Entre momentos de maior explosão e passagens mais melódicas, conseguiu criar uma dinâmica que manteve o público completamente envolvido, sempre com uma enorme proximidade e um sorriso constante.
As guitarras assumiram naturalmente o protagonismo, acompanhadas por uma secção rítmica sólida que deu força a cada tema. O equilíbrio entre a energia do rock alternativo e as melodias mais emotivas tornou o espetáculo numa sucessão de momentos capazes de agradar tanto aos fãs de longa data como a quem descobria a banda pela primeira vez.
Cada música parecia despertar uma memória diferente, criando uma atmosfera onde o sentimento de partilha se tornou tão importante como a própria atuação da banda.
Sem recorrer a grandes artifícios, os Hoobastank apostaram naquilo que sempre os distinguiu: canções fortes, interpretações consistentes e uma entrega total em palco. Foi precisamente essa simplicidade que tornou o concerto tão eficaz, permitindo que a música ocupasse o centro de todas as atenções.
Na reta final, a emoção ganhou ainda mais força que refletiu a intensidade de um concerto vivido sem reservas.
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🖋 Diana Silva
📸 Francisca Pinto


