“Higher Hell“, é o último single extraído do álbum “White sharks don’t eat flowers” dos Tricycles é uma canção sobre a solidão, aquela que nos é imposta pelos nossos erros e o passar do tempo, sobre a apatia e monocromatismo em que por vezes se pode cair, como se subíssemos ao inferno.
Imaginem um triciclo no alto de uma duna, a ver o mar, a sentir o sol quente nas rodas pintalgadas de areia, com uma certa comichão no volante por causa da humidade salgada, e a pensar: “Apetece-me apanhar o próximo barco para Marte e desviá-lo até ao centro do Sol”.
É mais ou menos isto que os Tricycles são: uma coisa vagamente improvável, um conjunto de kidadults de rumo duvidoso mas com histórias para contar, cheias de pessoas que poderiam existir. E de facto existem, em calmas músicas prontas a explodir, lentamente, a mil à hora, com suavidade, ou em rugidos de guitarras zangadas e pianos falsamente corteses, de rudes baixos a conversar com educadas baterias. Os Tricycles são tudo isto e, claro, não são absolutamente nada disto, porque “isto” não passa de palavras que tentam descrever música – algo que, sabemos todos, é impossível de se fazer apropriadamente.
“Higher Hell” sai esta quinta feira 16 de janeiro acompanhado de um videoclipe.
? Redação / press release
? Luis Sousa


