O regresso dos GoGo Penguin à Casa da Música, esta quarta feira 13 de maio, foi mais do que um concerto: foi uma demonstração de como o trio britânico continua a reinventar a linguagem do jazz contemporâneo, cruzando-a com eletrónica, minimalismo e uma pulsação quase clubbing. Numa sala esgotada, o grupo entregou uma performance hipnótica, precisa e profundamente humana — uma viagem onde cada nota parecia parte de um organismo vivo.
Ao vivo, os GoGo Penguin funcionam como um único corpo.
Chris Illingworth conduz a narrativa com um piano que alterna entre delicadeza e urgência.
Nick Blacka dá estrutura e densidade, com um contrabaixo que tanto pulsa como canta.
Jon Scott, na bateria, é pura energia controlada — um motor rítmico que nunca se impõe em excesso, mas que define tudo.
A interação entre os três é telepática: olhares rápidos, microgestos, respirações partilhadas. É música que exige técnica extrema, mas que nunca soa cerebral — soa viva.
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🖋 Redação
📸 Sérgio Pereira


