Ontem, dia 10 de abril de 2026, pelas 21:10, no Coliseu do Porto, Gilberto Gil, deu início a um concerto único em Portugal.
Este concerto, integrado numa mini-tour europeia, reforça o carácter exclusivo da atuação, e crê-se que será a despedida, dos palcos, do cantor.
A sala estava completamente lotada, uma mescla de público brasileiro de todas as idades, público português com uma idade madura, apreciador de música com qualidade, inclusive a presença do professor Marcelo Rebelo de Sousa, o último Presidente da República Portuguesa.
O público, conhecedor da maioria dos temas, teve uma participação muito ativa na interpretação dos mesmos.
O cantor interpretou temas como “Expresso 2222”; “Palco”; “Não Chore Mais”; “Toda Menina Baiana”; Upa Neguinho” e “Madalena” de Elis Regina, e “Garota De Ipanema” de Tom Jobim.
Destaco, por uma questão de gosto pessoal, todos os temas interpretados em conjunto com a neta, Flor, assim como, o tema “Tempo Rei”, acompanhado pelo neto, Bento.
Flor, tem uma voz doce, suave, que acarinha e embala.
Os músicos, em palco, incluindo o seu filho João, são excelentes.
O concerto, intimista, foi, realmente, único.
A noite foi de festa, de alegria, características tão inatas ao povo e à música brasileira.
Posso afirmar que me senti uma pessoa privilegiada por ter tido a hipótese de assistir a um momento único como este, a celebração da música, da poesia brasileira, que marcou, ao mesmo tempo, a despedida de Gilberto Gil, dos grandes palcos, aos 83 anos de idade.
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🖋 Ana Cristina
📸 Sérgio Pereira


