“Mal Vestido” e “Deixar-te” são os dois novos singles de Ganso. Canções com guitarra, de ironia e protesto, refletem algumas das maiores ânsias do hoje, sempre de olhos postos no amanhã.
No início de 2025, meses depois do lançamento de “Vice Versa”, a banda decidiu fazer um retiro para compôr música nova, de lá nasceram as primeiras ideias destes dois singles. Foi depois com o convite a Carlo Coberllini, italiano e compositor dos Post Nebbia de Pádua, para a produção, que as duas canções começaram a ganhar forma.
As duas canções apoiam-se muito na guitarra, há quem diga na banda que a “Mal Vestido” é mesmo a “maior rockalhada que já fizemos”, e não podia deixar de assim ser: são dois temas que têm em comum a incapacidade de mudar o que está à nossa volta e o consequente derrotismo – a guitarra eléctrica é um instrumento perfeito para comunicar essa inquietação.
João Sala, vocalista e letrista de Ganso, reflete por exemplo sobre a “Mal Vestido”; “A letra fala sobre modas que vão e voltam, sendo a extrema direita uma delas. É referida uma nostalgia pelas skinny jeans, que estavam na berra pouco antes da direita radical chegar ao parlamento.”
Também em “Deixar-te”, uma cantiga de desamor, o primeiro instrumento que se ouve é a guitarra eléctrica, algo que não acontecia há muito tempo nas canções da banda. “A letra fala sobre a intenção de deixar de fumar e sobre a relação tóxica que existe entre o fumo e o fumador”, remata Sala.
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