Quando chegou o momento mais aguardado da noite, o Passeio Marítimo de Algés já estava completamente rendido ao ambiente do festival. A entrada dos Foo Fighters foi recebida por uma explosão de entusiasmo que rapidamente confirmou aquilo que se esperava: os cabeças de cartaz vinham determinados a transformar o NOS Alive 2026 numa enorme celebração do rock.
Dave Grohl entrou em palco com a energia que o tornou uma das figuras mais carismáticas da música ao vivo. Sem perder tempo, lançou-se de imediato numa atuação intensa, conduzindo a banda com a naturalidade de quem faz de cada concerto um encontro único com o público. Entre sorrisos, palavras dirigidas aos fãs e uma entrega permanente, o vocalista voltou a demonstrar porque continua a ser um dos grandes frontmen da atualidade.
Ao seu lado, Foo Fighters revelaram uma solidez impressionante. As guitarras enchiam o recinto com riffs poderosos, a secção rítmica mantinha uma intensidade constante e cada canção parecia ganhar uma dimensão ainda maior perante dezenas de milhares de pessoas que acompanhavam todos os refrões sem hesitação.
O concerto foi uma viagem pela história da banda, cruzando temas que marcaram diferentes gerações. A cada nova música, o público respondia com uma energia renovada, transformando o Passeio Marítimo de Algés num gigantesco coro onde milhares de vozes se fundiam numa só.
Visualmente, o espetáculo acompanhou a dimensão do momento. Ao longo da noite, Dave Grohl mostrou-se incansável, percorrendo o palco de um lado ao outro e incentivando constantemente a participação da plateia. Essa proximidade fez com que um concerto para milhares de pessoas adquirisse, por momentos, a sensação de um encontro íntimo entre velhos amigos unidos pela mesma paixão pela música.
Na reta final, a intensidade atingiu o seu auge. O recinto cantava cada palavra, os aplausos sucediam-se de forma ensurdecedora e a energia coletiva tornou evidente que o festival estava a viver um dos seus momentos mais marcantes.
Quando Foo Fighters se despediram, ficou a confirmação de que há bandas que ultrapassam o estatuto de cabeças de cartaz.
Foo Fighters provaram, mais uma vez, que pertencem ao grupo restrito de artistas capazes de transformar um concerto numa memória coletiva que permanecerá muito para além do fim do festival.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


