A 16ª edição do Festival Porta-Jazz realiza-se de 6 a 8 de fevereiro, no Teatro Rivoli, no Porto. A abertura do festival está marcada para o Espaço Porta-Jazz, no dia 5. Sob o tema “A Terra vista do ar”, propõe uma cartografia musical da empatia, da cooperação e da vertigem, ao longo de 28 espetáculos, com mais de 100 músicos de 18 nacionalidades (Portugal, Espanha, Lituânia, Estónia, Finlândia, Suécia, Itália, Noruega, Alemanha, Suíça, Áustria, Rússia, Cuba, Países Baixos, Letónia, Estados Unidos, Argentina e França).
Reflexo da atividade da Associação Porta-Jazz ao longo do ano, o festival aposta num cartaz onde a colaboração entre artistas é o grande destaque. A programação divide-se em blocos, cada um com dois concertos contrastantes, de forma a dar a conhecer a comunidade multigeracional de músicos de jazz que tão bem representam o que de melhor se faz na Europa e no mundo.
Tal como tem vindo a acontecer, a abertura do festival está marcado para o Espaço Porta-Jazz, no dia 5, a partir das 21h30, com o baterista Miguel Rodrigues e o disco “Antídoto”, onde revela o poder transformador e curativo da música, uma experiência imersiva e emotiva que possibilita reflexão e renovação; e a proposta da AMR – Genève (Suíça) com “w.d.c.a.”, que junta Florence Melnotte, Anthony Buchlin, John Menoud, Gregor Vidic, Ludovic Lagana, Brooks Giger e Nelson Schaer.
Na sexta-feira, dia 6, já no Rivoli, o primeiro bloco de concertos começa às 18h15, no Sub-Palco com o guitarrista José Vale e “Summer School”, uma experiência sonora que mergulha nas raízes do jazz experimental inspirado por composições icónicas de Thelonious Monk e o espírito livre de Ornette Coleman; seguido do projecto Littorina Saxophone Quartet, parceria com a associação Improdimensijacom, um quarteto de saxofones composto por Maria Faust, Mikko Innanen, Fredrik Ljungkvist e Liudas Mockunas que vai apresentar “Leaking Pipes”. A partir das 21h30, no Grande Auditório, atuam Mané Fernandes, que vai apresentar o mais recente “sQuigg: playground_etiQuette”, um álbum conceptual onde o universo composicional elástico, colorido e absurdo é desafiado com Luca Curcio, Simon Albertsen e convidados; e o super grupo Ursa Maior, composto por cerca de 30 músicos da Porta-Jazz, que se volta a apresentar ao vivo – depois da estreia em 2025 –, tendo como foco, desta vez, a exploração da voz.
No sábado, às 16h00, o Palco do Grande Auditório do Rivoli recebe o trio composto pela cantora alemã Almut Kühne, o saxofonista João Pedro Brandão e o baterista Marcos Cavaleiro, para a apresentação do novo disco “Stones and Seeds”; e a proposta do Bezau Beatz (Áustria) que traz “SATT”, uma poderosa experiência sonora eletroacústica que ultrapassa os limites da improvisação – composto por Beatdenker aka Jo “Beatdenker” Wespel, Christian Weber e Alfred Vogel – e que vai contar com a participação especial de Olga Reznichenko (keytar).
Já no Pequeno Auditório, a partir das 18h15, atuam o pianista Pedro Neves, com o novo “Northern Train” – o primeiro gravado em quarteto, com o trompetista galego Javier Pereiro; e a encomenda Ensemble Mutante ao baterista Zé Stark que vai estrear “Go Tell It On The Mountain”, onde estabelece um diálogo entre a criação musical e o romance com o mesmo nome, de James Baldwin – acompanhado ao vivo por Fábio Mota, Yudit Almeida, Ricardo Moreira, Fernando Brox e Lucas Oliveira.
O bloco da noite, às 21h30, traz novidades ao Grande Auditório com o vibrafonista Ricardo Coelho e o álbum “KOHELET”; e a cantora Vera Morais o novo “Eupnea”, um projeto híbrido que reúne cantoras e flautistas oriundas de áreas diversas, do avant-jazz europeu à música contemporânea, passando pela música improvisada: Liva Dumpe, Sarah van Eijk, Teresa Costa e Ketija Ringa-Karahona.
O quarto e último dia do Festival Porta-Jazz, domingo, 8 de fevereiro, propõe, no Pequeno Auditório, o contrabaixista Sérgio Tavares e o pianista Renato Diz – radicado nos Estados Unidos – com “Between Time and Now“, uma vertigem de música improvisada por 18 anos de cumplicidade; e o baterista João Martins com “Oxímoro”, onde evoca uma fusão de contraditórios, como momentos de calma que explodem em intensidade ou a dissonância que se resolve em beleza.
A partir das 18h15, no Palco do Grande Auditório, o guitarrista AP dará a conhecer “Lado Umbilical”, o seu 5.º álbum enquanto líder, com tónica no ritmo, texturas e timbres através de improvisação livre, mas também dando relevo à componente escrita; e o quarteto liderado pelo saxofonista e compositor Hristo Goleminov – que inclui alguns dos improvisadores mais proeminentes da cena musical de Amesterdão: Ketija Ringa-Karahona, Michael Moore e Federico Calcagno – apresenta “Diagonal Shift”, uma parceria com o Orbits (Países Baixos).
A fechar, às 21h30, no Grande Auditório, o multi-instrumentista cubano Hery Paz apresenta “Fisuras”, um trabalho interdisciplinar com Demian Cabaud, Pedro Melo Alves e João Carlos Pinto, e vídeo de Maria Mónica – resultado de uma encomenda da Associação Porta-Jazz e do Festival Guimarães Jazz; e o pianista e compositor Felix Hauptmann – que partilha o palco Jorik Bergmann, Fabian Dudek, Samuel Mastorakis, Ursula Wienken e Leif Berger – “Serpentine”, uma parceria com o NICA (Alemanha).
__________________________________________________________________________________________________________________________
🖋 Redação / press release
📸 João Pádua


