O Festival MIL está prestes a medir o pulso à nova música portuguesa e global. B Fachada, um dos tesouros da pátria; Bia Soull, a nova face do funk brasileiro; e Bluay, um dos nomes mais promissores da afro-pop nacional, encabeçam o último lote de confirmações. Ao todo, vão passar mais de 58 projetos pelos cinco palcos da Casa Capitão, entre os dias 7 e 10 de outubro.
Com as palavras “NO FAKES” como mote, o Festival MIL continua a estabelecer pontes entre Portugal e o mundo. Seja através de parcerias com outros festivais, como os brasileiros SIM São Paulo e Coquetel Molotov; os espanhóis Monkey Week, Mercat de Música Viva de Vic, Palco e RADAR; e o minhoto Square; ou com plataformas internacionais como a Liveurope e Sounds From Spain. Além das comitivas portuguesa, brasileira e espanhola, há artistas de Angola, Cabo Verde, Bélgica, França, Noruega e Reino Unido no cartaz.
Entre os nomes que se juntam aos MAQUINA., no primeiro dia da décima edição, está a antiga vocalista da banda indie goiana Carne Doce, Salma Jô; cheapjewels, o novo rosto do trap belga; o duo de electro-rock brasileiro Hate Moss, agora radicado em Itália; ou a cantora portuguesa Rita Onofre. E ainda o prodigioso Tomé Silva, representante do coletivo Tundra, baterista das bandas de Maria Reis e Panda Bear, produtor de electrónica vanguardista, aqui a apresentar o seu primeiro álbum no papel de cantautor, “Na Sobreda”.
No dia 8, além de B Fachada e Bia Soull, juntam-se ainda Alex D’Alva, um dos autores mais inventivos da pop-rock portuguesa; as cantoras de electro-pop BLAYA (Espanha) e Chéri (França), os shoegazers britânicos green star e os embaixadores brega Colar de Rapariga. Já confirmades estavam também Expresso Transatlântico, Flippeur, Hey Bony, Hofe, Paco Pecado, Las Petunias, Queralt Lahoz, Lau Ro, Manga Cava e OkA.
No dia seguinte, Afreekassia, Afrokillerz, Andre Droga, Indus, Lambada de Serpente e a rainha MC Luanna também recebem reforços de peso. De Espanha, vem o sadboy catalão Bernarda e a diva pop alternativa Carmen Lancho, enquanto a cantora e compositora Bianca Steck (também nascida em Espanha) vem representar a Bélgica.
Já de Portugal, chegam Active Boyz, com a sua afro-pop; DENNYH, com kizomba da boa; a produtora de eletrónica canadiana Gayance, atualmente radicada na Margem Sul; a pianista Gisela Mabel. o projeto electro-indie Hause Plants; o rapper LZ; a femme fatale do novo r&b RAISSA. Mas o que mais queremos ver é a estreia do Novelaço, projeto dos brasileiros Luca Argel e Jhon Douglas, a reinterpretar o repertório das telenovelas das décadas de 1980 e 90.
Por fim, a 10 de outubro, além de Bluay e dos nomes anteriormente confirmados – Grupo Pilon, Pikika, damoridemort, H.LLS, I’A’V, obelga, Candura – há mais sete artistas para descobrir. A começar pelos Duques do Precariado, autores de um dos melhores discos nacionais deste ano, “Encarnação”, de volta à Casa depois de um concerto memorável no 25 de abril. No mesmo comprimento de onda, temos também os Mordo Mia e, a completar a seleção nacional, Mantis e o angolano HeyRicoo que faz de Portugal casa desde os 11 anos.
Vão ouvir-se ainda os galegos Filloas, com a sua hyperpop, e Fillas de Cassandra, numa onda mais electropop; a belga-brasileira Helena Casella com a sua neo-soul; e a electrónica dos franceses marta.
Estes concertos sucedem-se, entre 7 e 10 de outubro, das 17h30 até pouco depois da meia-noite – só no primeiro dia, com um programa reduzido, é que acabam mais cedo.
E não é preciso pagar para ver todos. A entrada no Sótão (com o patrocínio da Liveurope) e no Terraço, a 7 de outubro, é livre. Já nos restantes dias, o bilhete dá acesso ao Sótão, ao Rés do Chão e ao Anexo – Unicorn Stage. O acesso ao Terraço é gratuito, e há um quinto palco, exterior, de entrada livre, cortesia da DICE.fm e da editora e distribuidora Altafonte
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🖋 Redação / press release


