A primeira edição do Festival Internacional de Jazz de Oeiras acontece já nos primeiros dois fins-de-semana de fevereiro em Carnaxide. A programação conta com nomes históricos do Jazz (Maria João & Mário Laginha, Carlos Bica & Azul), talentos já consolidados no panorama nacional como o trio de Mário Costa, mas também aposta em promessas do amanhã, como Estela Alexandre.
O Festival Internacional de Jazz de Oeiras surge da vontade do Município de Oeiras em voltar a integrar este formato, dedicado ao Jazz, na sua programação cultural. Houve a intenção de trazer para o momento presente formações que marcaram a história do jazz português, como os de Maria João & Mário Laginha ou do trio internacional de Carlos Bica com “Azul”, que está prestes a celebrar 30 anos de existência, com Frank Möbus (guitarra) e Jim Black (bateria). Este primeiro fim de semana (7 e 8 fevereiro) será, a justa homenagem a estes 5 gigantes que nos fizeram companhia ao longo das últimas décadas e cuja música fará, certamente, parte da banda sonora das vidas de muitos de nós, quer através dos discos, quer dos concertos a que assistimos ao longo dos anos.
Já o segundo fim de semana (14 e 15 fevereiro) foi, em contraponto, pensado para refletir o momento fulgurante que vivemos atualmente no panorama jazzistico nacional, com o aparecimento de excelentes músicos muito jovens com grandes competências enquanto instrumentistas, mas também enquanto compositores. Nesse sentido, no dia 14 de fevereiro teremos a estreia absoluta de uma orquestra composta por nomes consagrados e por outros tantos que têm vindo a afirmar-se no panorama jazzistico português, liderada por um dos mais promissores nomes da nova geração do Jazz em Portugal: Estela Alexandre.
Neste concerto, Estela Alexandre dirigirá a Orquestra a que dá nome e que reúne músicos de diferentes gerações e de todo o país, apresentando um repertório integralmente da sua autoria.
Para encerrar esta primeira edição do Festival internacional de Jazz de Oeiras, o trio de Mário Costa, baterista nascido a norte, fará se acompanhar por companheiros de outras viagens: Benoît Delbecq, no piano, sintetizadores e eletrónicas, e Bruno Chevillon, no contrabaixo. Mário Costa tem somado prémios e títulos ao longo da sua carreira, como os de “Melhor Disco do Ano” com Oxy Patina (CleanFeed) ou de “Músico de Jazz Nacional do Ano” pela revista jazz.pt, em 2018. Atualmente encontra-se a promover o seu mais recente quarteto intitulado Chromosome, distinguido com o título de “Grupo do Ano” nos prémios RTP / festa do jazz 2023. Em 2024 recebeu duplamente o título de “Músico de Jazz do Ano”, também pela jazz.pt e pela Jazzlogical, e o de autor do “Melhor Disco de Jazz 2024” nos Prémios PLAY.
Quanto a este concerto em particular, se lembrarmos que o contrabaixo de Bruno Chevillon surge amiúde ao lado de Louis Sclavis, Michel Portal ou Daniel Humair, e que o piano de Benoît Delbecq, além dos projectos próprios, tem tocado com gente tão díspar e especial quanto Evan Parker, Mark Turner ou Mary Halvorson, fica-se com uma perspetiva do encontro que este concerto proporcionará. Mas porque a música é muito mais do que a soma das partes e porque cada composição funciona como uma passadeira vermelha que Mário Costa estende a cada um dos seus companheiros, é também muito mais aquilo que se revela na união destes três músicos.
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