Ao longo de 17 dias, artistas de diferentes gerações sobem ao palco num programa pensado para prolongar o espírito da Feira e transformar cada final de tarde num novo momento de encontro.
No final de cada dia, quando os livros começam a fechar-se e os Jardins do Palácio de Cristal ganham outro ritmo, a música volta a ocupar a Concha Acústica da Feira do Livro do Porto. Entre 21 de agosto e 6 de setembro, às 19 horas, a 13.ª edição do festival literário apresenta um ciclo de 17 concertos que reúne artistas de diferentes gerações, estilos e percursos, num conjunto de encontros concebidos especialmente para este palco.
O ciclo estreia-se a 21 de agosto com Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, dos Clã. Num formato intimista, a palavra e as canções assumem o protagonismo, inaugurando uma programação desenhada especificamente para o ambiente da Feira do Livro do Porto.
No dia seguinte, a Concha Acústica recebe Os Comuns, projeto que reúne Caio, A Sul e António Reis, pianista e compositor. A 23 de agosto, Janeiro convida Tatanka para apresentar temas que integram o seu próximo disco, enquanto Catarina Branco e Éme (alter-ego do músico João Marcelo) sobem ao palco a 24 de agosto, naquela que é a estreia desta dupla em palcos nacionais.
Por sua vez, o projeto de Carolina Viana, Malva, e a guitarrista Beatriz Madruga encerram este primeiro conjunto de concertos, a 25 de agosto, com um encontro que cruza duas das personalidades emergentes da música portuguesa.
A programação continua a abrir espaço a novos cruzamentos: no dia 26 de agosto, Raquel Martins e Sebastián Mayor levam à Feira influências que vão de Portugal à Argentina, passando por Inglaterra e Espanha. A 27 de agosto, os encontros seguem-se com S PEDRO e Elisa, num diálogo musical marcado pela simplicidade e pelas sonoridades pop. Por sua vez, ZARKO e Latte, dois dos nomes emergentes da música portuguesa, sobem ao palco a 28 de agosto, reforçando a aposta da Feira na nova criação nacional.
A 30 de agosto, Mimi Froes e Miguel Marôco encerram o último domingo de agosto com mais um encontro concebido especialmente para este palco, prolongando o espírito intimista que marca todo o ciclo de concertos.
A última semana da Feira arranca a 31 de agosto com Afonso Cabral e Francisca Cortesão, seguindo-se Osso Vaidoso, projeto de Ana Deus, Alexandre Soares e Eleonor Picas, que cruza música e poesia, no dia 1 de setembro.
Numa ode à génese da criação artística, Miramar, de Frankie Chavez e Peixe, convida o percussionista António Serginho para um percurso feito de memórias e improvisação, a 2 de setembro. Os concertos de João Só e Tiago Nogueira, a 3 setembro, Almo e Júlio Resende, no dia 4, e Maré Alta 2.0, um coro instantâneo e coletivo da cidade do Porto, conduzem a programação até ao concerto de encerramento, mantendo viva a diversidade de linguagens que caracteriza este ciclo.
O ciclo encerra a 6 de setembro com Lena d’Água, que convida Benjamim para um espetáculo criado especialmente para a Feira, revisitando cinco décadas de uma das carreiras mais marcantes da música portuguesa.
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