Dogstar provaram que o rock também sabe envelhecer com elegância no NOS Alive 2026

A chegada dos Dogstar ao NOS Alive 2026 trouxe uma mudança de atmosfera ao festival. Longe da urgência dos concertos anteriores, o trio norte-americano apresentou uma atuação assente na solidez das canções e na cumplicidade entre os músicos, conquistando o público através de uma energia serena, mas profundamente envolvente.

A curiosidade em torno da banda era evidente, muito por contar com Keanu Reeves no baixo, mas rapidamente ficou claro que o concerto não viveria da notoriedade de um dos seus elementos. Os Dogstar afirmaram-se pela música, revelando um projeto coeso, seguro e com uma identidade própria que foi conquistando o público tema após tema.

Em palco, a banda privilegiou uma abordagem direta. As guitarras desenhavam paisagens sonoras de inspiração alternativa, enquanto a secção rítmica sustentava um espetáculo que nunca precisou de excessos para captar a atenção de quem assistia. Tudo acontecia com uma naturalidade desarmante, como se os músicos estivessem simplesmente a fazer aquilo que mais gostam.

Keanu Reeves manteve a discrição que o caracteriza, integrando-se plenamente na dinâmica da banda e reforçando a ideia de que ali não existiam protagonistas individuais. O destaque pertencia ao coletivo, à química construída entre os três músicos e à honestidade com que interpretavam cada canção.

Sem recorrer a grandes produções visuais, os Dogstar ofereceram um concerto de enorme autenticidade. Foi precisamente essa simplicidade que tornou a atuação especial, mostrando que ainda há espaço para espetáculos onde o essencial continua a ser a música.

Dogstar mostraram que algumas atuações não precisam de procurar o impacto imediato, basta-lhes subir ao palco com verdade, deixar as canções respirarem e permitir que seja a música a construir toda a ligação com o público.

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🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

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