Diana Krall em noite de celebração no Ageas CoolJazz

A noite de sexta feira em cascais ficou marcada pelo regresso de Diana Krall a Portugal dois anos depois da sua última passagem pelo Ageas CoolJazz.

Adjectivar Diana Krall é dificil, avaliar a sua sonoridade e estilo é uma tarefa ardua, mas acima de tudo Diana Krall é uma interprete única que cativa os vários lados de um jazz assente nos classicos da música norte Americana, e não só.

Em 1996 foram as canções de Nat King Cole que deram a conhecer na altura uma jovem canadiana. Hoje transporta para palcos os chamados standards do swing e do jazz como ninguém, desde Frank Sinatra a Cole Porter (“I’ve Got You Under My Skin”), passando por Bob Dylan em “Queen Jane Approximately”.

Acompanhada em palco por Robert Hurst e Karriem Riggins, Diana Krall, que se sente em casa como afirmou, não poderia estar mais bem acompanhada musicalmente, de forma única transpor a barreira do jazz clássico num ambiente sutorno de uma cave de um qualquer club no local mais escondido dos Estados Unidos, mas para uma audiência na ordem dos milhares de espectadores.

A mensagem da diva canadiana é clara, a música e o amor andam de mãos dadas e o amor deve sempre prevalecer, já dizia a canção de Jesse Greer “Just You, Just Me”.
De timbre contralto, a sua voz é inconfundível como ficou mais uma vez provada neste regresso a Portugal em noite, mais uma vez, de consagração com um final apoteótico a originar uma grande ovação ao som de “Cry Me a River”, um original de Julie London.

De fora ficaram os temas mais pop da sua já vasta discografia, mas alguém reparou nisso?

? redação

? Alindo Homem

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