Cuntroaches, Lord Spikeheart, Maria Beraldo e BBBBBBB atuam na Lovers & Lollypops em outubro

Na aproximação ao outono, a Lovers & Lollypops, no Porto, abre as portas para três concertos de artistas que redefinem as fronteiras da música contemporânea. Entre o victory hardcore japonês, o noise-punk-metal berlinense, a ferocidade do metal africano e a ousadia queer da música brasileira, começa a desenhar-se o calendário de propostas para a rentrée do espaço.

Nos dias 2 e 3 de outubro, três forças extremas juntam-se no palco da Lovers para dois dias de intensidade máxima, suor e catarse coletiva. De Nagoya chegam os BBBBBBB com o seu “victory hardcore” — uma explosiva fusão de hardcore digital, noise, industrial e trap, guiada por mensagens de esperança e sonhos. Da capital alemã, os Cuntroaches arrastam para o Porto o seu noise-punk-metal canibalístico, uma muralha sonora brutal e hipnótica que mistura performance art, no wave e extremismo metálico. O álbum homónimo editado em 2024 pela SKiN GRAFT Records consolidou-os como uma das bandas mais ferozes e viciantes da atualidade, destacada por publicações como The Quietus.

No dia seguinte, 3 de outubro, a energia mantém-se no topo com Lord Spikeheart, figura central do metal africano e um dos nomes mais disruptivos da música extrema atual. Nascido em Nairobi, Martin Kanja construiu uma carreira singular ao misturar os growls do death metal, gritos lancinantes e a lírica ácida do rap, criando um território próprio onde a violência sonora se encontra com a acutilância poética. Depois do álbum de estreia “The Adept”, o músico prepara o lançamento de “REIGN”, EP colaborativo com Iggor Cavalera, Brodinski e Arka’n Asrafakor.

A fechar este ciclo, no dia 9 de outubro, um regresso ao Porto da compositora, cantora e clarinetista brasileira Maria Beraldo, uma das vozes mais relevantes da cena queer contemporânea. Depois de ter conquistado o público português em 2019 com CAVALA, Beraldo regressa com Colinho, disco em que volta a explorar a sexualidade, a intimidade e a representatividade queer através de 11 canções autorais. Misturando jazz, pop, samba, choro, punk e funk, a artista apresenta uma obra que reflete tanto a pluralidade da música brasileira como a urgência da sua mensagem política e afetiva. Com uma carreira que já a levou a colaborar com nomes como Elza Soares, Arrigo Barnabé e o grupo Quartabê, Beraldo volta a afirmar-se como uma criadora de mundos sonoros únicos, onde delicadeza e intensidade caminham lado a lado.

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? Redação / press release

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