Nada como uma banda de brutal/technical death metal subir ao palco à uma da manhã para distinguir os verdadeiros resilientes entre os festivaleiros.
Mas mais que o género em si, a fama dos Cryptopsy precede-os e foram muitos os que fizeram questão de aguentar até ao fim só para vê-los.
E o quarteto do Quebec não desiludiu, interpretando a sonoridade mais extrema do festival na perfeição. A celebrar 30 anos de “None So Vile“, abriram com “Slit Your Guts” e ainda tocaram uma mão cheia de outros temas daquele famoso álbum, tendo terminado com “Malicious Needs”, do mais recente “An Insatiable Violence“.
A fazer jus ao termo “brutal”, também o público reagiu na mesma proporção, encerrando de modo sublime a edição de 2026 do Vagos Metal Fest.
E talvez a última. Não houve conferência de imprensa, não foram anunciados nomes para o próximo ano, nem colocados à venda early tickets, e a mensagem de agradecimento ao público nas redes sociais tinha toda a entoação de uma despedida, pelo que teme-se que o Vagos Metal Fest não regresse. Por outro lado, ao analisar o histórico do festival e todas as alterações que sofreu ao longo dos anos, espera-se que, ou com outro nome – talvez noutro espaço – e/ou pelas mãos de outros promotores, Vagos torne a ser “a capital do metal” de Portugal em 2027.
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🖋 📸 Renata Lino


