Clã transformaram o Rock no Rio Febras 2026 numa celebração da música portuguesa

À medida que a noite tomava conta do Rock no Rio Febras 2026, o recinto preparava-se para receber uma das bandas mais emblemáticas da música portuguesa. A entrada dos Clã foi recebida com entusiasmo por um público que conhecia bem o percurso do grupo e que rapidamente transformou o espaço num enorme coro.

Sem recorrer a grandes introduções, a banda fez aquilo que melhor sabe: deixar que as canções conduzissem o espetáculo. A cumplicidade construída ao longo de décadas refletia-se na naturalidade com que cada tema surgia, revelando um coletivo que continua a reinventar-se sem perder a identidade que o tornou uma referência da música nacional.

Manuela Azevedo assumiu o centro das atenções com a presença de palco que a caracteriza. Entre interpretações delicadas e momentos de maior intensidade, conduziu o concerto com uma elegância desarmante, estabelecendo uma ligação permanente com quem enchia o recinto.

À sua volta, os restantes elementos dos Clã demonstraram uma precisão irrepreensível. As guitarras, os teclados e a secção rítmica encontravam o equilíbrio perfeito entre sofisticação e espontaneidade, permitindo que cada canção respirasse e ganhasse uma nova dimensão ao vivo.

Ao longo do espetáculo, o público respondeu com entusiasmo crescente. Os refrões eram cantados em uníssono, os aplausos sucediam-se entre músicas e era evidente que muitas daquelas canções fazem parte da memória coletiva de várias gerações.

Os Clã mostraram que a força de um concerto continua a residir na qualidade das composições e na honestidade das interpretações. Foi precisamente essa autenticidade que transformou a atuação num dos momentos mais marcantes da noite.

Quando chegou a despedida, o recinto respondeu com uma longa ovação. Não era apenas o reconhecimento por um concerto bem conseguido, mas também o agradecimento a uma banda que continua a escrever capítulos importantes na história da música portuguesa.

No Rock no Rio Febras 2026, os Clã voltaram a provar que há canções que nunca envelhecem.

Limitam-se a encontrar novos públicos, novos palcos e novas razões para continuarem vivas.

__________________________________________________________________________________________________________________________

🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

Partilha