Antes do fecho da noite no palco principal, onde 21 Savage não permitiu a recolha de imagens, CeeLo Green assumiu o palco com a tranquilidade de quem sabe exatamente o impacto que carrega. O artista norte-americano trouxe ao Rock in Rio Lisboa 2026 uma fusão de soul, funk e R&B que rapidamente envolveu o Parque Tejo numa atmosfera mais quente, descontraída e irresistivelmente groovy.
Desde o primeiro momento, a sua presença fez diferença. Com um sorriso constante e uma ligação imediata ao público, CeeLo Green transformou o espaço num ambiente de celebração coletiva, onde a música parecia fluir sem esforço e cada batida convidava naturalmente ao movimento.
A sua voz, inconfundível e cheia de textura, foi o centro de tudo. Entre interpretações cheias de alma e momentos de maior proximidade com o público, o artista conduziu o concerto com uma naturalidade que só nomes com o seu percurso conseguem transmitir em palco.
Ao longo da atuação, o público deixou-se levar pela energia positiva do espetáculo. À medida que a atuação avançava, a cumplicidade entre palco e plateia tornava-se cada vez mais evidente. CeeLo Green interagia com naturalidade, quebrando qualquer distância e criando um ambiente quase íntimo apesar da dimensão do festival.
Na reta final, o entusiasmo cresceu de forma espontânea ao som de “Crazy”. O Parque Tejo respondeu com uma energia calorosa, num dos momentos mais leves e ao mesmo tempo mais elegantes da noite.
Quando se despediu, ficou no ar a sensação de um último sopro de groove antes do grande fecho do dia.
No Rock in Rio Lisboa 2026, CeeLo Green não precisou de dominar o festival, bastou-lhe encher o palco de alma, ritmo e carisma para deixar o público envolvido numa celebração de soul que ficou a ecoar muito depois da última nota.
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🖋 Diana Silva
📸 Francisca Pinto / Paulo Homem de Melo


