Casa das Artes de Famalicão apresenta programação de fevereiro e março

A Casa das Artes de Famalicão apresenta a programação para os meses de fevereiro e março, afirmando-se, uma vez mais, como um espaço de criação, encontro e reflexão, onde diferentes linguagens artísticas dialogam com públicos diversos. No ano em que assinala 25 anos de existência, os próximos meses revelam um programa intenso, marcado por estreias, coproduções, concertos e um forte compromisso com a formação de públicos nas áreas da música, do teatro, da dança e do cinema.

Nos destaques da programação, fevereiro abre com o encontro singular entre a Orquestra Jazz de Matosinhos e Cristina Branco, num concerto que cruza o universo do fado com a linguagem jazzística, revelando novas leituras de um repertório profundamente enraizado na música portuguesa.

Ainda em fevereiro, “Memorial do Convento”, uma encenação do romance de José Saramago pensada para a comunidade escolar,  promove o contacto dos jovens com o património literário através da experiência teatral. Ao longo de março, o ciclo “Poética da Palavra | Encontros de Teatro” volta a colocar o texto, a voz e o trabalho do ator no centro da criação cénica, com espetáculos, conversas e ações de mediação que exploram diferentes formas de dizer e habitar a palavra.

Na música, nota ainda para o concerto de apresentação do novo álbum do coletivo Cara de Espelho, um registo que liga tradição e contemporaneidade, com letras que interrogam o presente. Uma nota especial para o concerto de Páscoa com o Requiem de Mozart (Ré menor, K.626), pela Orquestra Filarmónica Portuguesa e o Coro Polifónico da Lapa. Dar nota da continuidade da parceria com a ACAFADO, que apresenta sessões regulares de fado no Café da Casa. Para estes dois meses alinham-se atuações de: Lu Silva, Bruno Alves, Mónica Jarimba e Mariana Correia.

Parte do DNA da Casa das Artes de Famalicão as coproduções ocupam um importante lugar da programação, com um conjunto de projetos que refletem sobre o mundo contemporâneo. Em fevereiro, “Class Enemy”, de Nigel Williams, com encenação de Manuel Tur, traz à cena uma história que reflete sobre o papel da educação na origem das assimetrias sociais, através das histórias de uma comunidade escolar.

Ainda nesse mês, estreia “Entre o Eu e o Vazio”, criação coreográfica de Patrick Murys, que cruza dança, máscara e marioneta para explorar a identidade como um território em permanente transformação.

Em março, “Fantasia Sem Abrigo – uma trilogia cómico-musical”, de Tiago Mateus, propõe uma viagem por diferentes tempos e lugares, onde o desejo de liberdade atravessa o humor, a música e a crítica social. O teatro documental e político ganha força com “Começar Tudo Outra Vez”, de Raquel André e Tonan Quito, que transforma o nascimento, a família e o cuidado em matéria cénica, e com a estreia de “Restaurante Europa”, de Marta Freitas Almendra, uma reflexão contundente sobre migração, pertença e humanidade, construída a partir de testemunhos reais.

A programação para famílias e público jovem assume um lugar central nestes meses. Em fevereiro, “PaPI – Opus 11”, coprodução com a Companhia de Música Teatral, aproxima os mais novos da música e do teatro através de uma experiência sensorial e lúdica. No final do mês, “Fernanda e a inesperada virtude de aprender a voar” convida crianças e adultos a acompanharem a história de uma gaivota persistente, numa metáfora delicada sobre imaginação, coragem e crescimento.

Em março, “O Céu Sou Eu, Tu e Uma Estrela” propõe uma viagem poética e onírica, onde palavra, música e imagem se cruzam num espetáculo pensado para todas as idades. A par dos espetáculos, a Casa das Artes promove leituras encenadas, oficinas e concertos, reforçando a ideia de que a experiência cultural pode ser partilhada em família e desde cedo.

O Cinema assume um lugar central com a réplica 10.2 do CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão. A programação dirigida às escolas propõe sessões pensadas para o contexto educativo, com a exibição de “Viver em Grande”, de Kristina Dufková, e “On Falling” de Laura Carreira, promovendo o contacto dos públicos mais jovens com o cinema enquanto ferramenta artística e de pensamento crítico. Para o público geral, o CLOSE-UP encerra o ciclo dedicado a David Lynch, com “Mulholland Drive” e “Inland Empire”, convidando o público a mergulhar no universo inquietante de um dos cineastas mais influentes do nosso tempo.

No âmbito da parceria com o Cineclube de Joane exibem-se, entre outros, “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho, o clássico de Roberto Rossellini “O General Della Rovere”, “Pai, Mãe, Irmã, Irmão”, de Jim Jarmusch e “Justa”, de Teresa Villaverde.

__________________________________________________________________________________________________________________________

🖋 Redação / press release

Partilha